Antigamente dividiam o mesmo espaço próximo ao muro de vidro que separa a Curva Sul da arquibancada no estádio Olímpico de Roma. Primavalle, um bairro a noroeste da cidade predominantemente urbano e San Lorenzo, situado ao centro da capital tipicamente universitário, hoje foram um único grupo no mesmo espaço sobre re-batizado Ultras Primavalle San Lorenzo.

O San Lorenzo é a terceira zona urbana da capital e considerado como bairro universitário de Roma. Fica entre a muralha aureliana e a Porta Tiburtina bem ao centro da cidade. Sua urbanização se deu entre 1884 e 1888 com a unificação do Reino da Itália e consequentemente a oficialização de capital. Antigamente era tido substancialmente como zona rural. Em 1943 sofre com os bombardeamentos dos aliados com o objetivo de atacar um acesso viário até hoje existente na região. O Estados Unidos despejou 4 mil bombas (1060 toneladas) no bairro, provocando 3 mil mortos (dos quais 1377 identificados) e 11 mil feridos. O maior ponte de referencia do bairro é a nobre e respeitada Universidade La Sapienza. Se destaca também por numerosos pub’s, bares, restaurantes e associações culturais.


Não é difícil saber que a finada ilustre torcedora Luisa Petrucci fazia parte deles.

Primavalle é o vigésimo bairro urbano de Roma, situando-se a noroeste da cidade. No século XVI ainda era propriedade do Vaticano e era tido como uma zona rural. Nos anos vinte se iniciou o loteamento do local e rapidamente o surgimento de edificações. Nos anos trinta houve a realocação de quem vivia no centro histórico para a nova área urbana. É efetivamente um bairro residencial de cerca de quinze mil metro quadrados e 80 mil habitantes.

Retirado do site oficial da torcida Primavalle antes de se unir com a San Lorenzo:

“… Em setembro de 1988 a testemunha desta esplendida realidade passou para nós. Nós, únicos e honrados herdeiros de uma fé e de uma “Civiltà Romana” (Civilidade Romana). Nasce então “L’Impero Continua” (O Império Continua) fundado por Alessandro e Guerrino. No ano sucessivo os mesmos fundadores decidem renomear o grupo para “Ultra Roma Primavalle” para lembrar a todos a proveniência de uma mentalidade Romana e Romanista deste modo perfeita. Somos de 1990 e do “murinnho” (muretto) do Olímpico surge este grupo que desde seus primeiros dias de vida pode se vangloriar de um número de duzentos inscritos. Ultras Roma Primavalle, um grupo de verdadeiros Ultras, pessoas prontas a tudo para honrar aquelas cores, uma Realidade, um Império e não um “Grupinho de bairro”! “

Já San Lorenzo faz parte da Curva Sul desde 1977, quando ainda existia o velho Estádio Olímpico e com eles pertencem a tudo aquilo que diz respeito a histórica torcida ultra romanista. Anteriormente a fusão, eram um grupo em função do bairro que leva o mesmo nome da capital, mesmo se boa parte dos membros não faziam parte do local, em virtude da grande procura de torcedores de outras partes da cidade que queriam fazer parte da torcida e para o San Lorenzo quanto mais integrantes melhor, não havendo distinção ou contrariedade.

A união se deu porque dividiam o mesmo espaço com a Primavalle dos quais possuem um bom e saudável relacionamento ao ponto de unirem os dois nomes em prol da Roma e seus integrantes. A alguns anos atrás a sua faixa era uma das maiores, mas com a fusão reduziram para dar espaço ao grupo Primavalle e depois com o tempo fizeram uma única representando os dois grupos com a sobre posição Ultras.

São um grupo apolítico e definem-se como contrários a campanhas e ostentações ideológicas ou políticas dentro do estádio. Acreditam fielmente que o único sentido de estarem dentro do estádio é aquele de sustentar Roma. Reclamam também, em função disto, que quando se é falado da curva quase nunca dizem a verdade ofuscando os reais valores delas e usurpando-se de uma situação nunca antes vivida.

Suas relações com o restante da curva são boas, desde o passado até os dias atuais e sempre estão abertos no que for preciso para o bem geral dos ultras romanistas e da própria Curva Sud (Sul).

Também esclarecem não possuir nenhum contato ou relação com dirigentes do clube, mas também não enxergam isto como um problema. Justificam porém e reafirmam que muitas vezes a sociedade está distante da torcida atualmente, quando no passado isto era diferente. Na gestão do finado presidente Dino Viola, reforçam, o relacionamento era quase de amizade. No que tange aos jogadores, lamentam, o discurso é o mesmo devido ao fato de não haver mais amor pela camisa como uma vez, sinais obviamente, do futebol moderno que se implantou.

Nos dias de hoje, lembram, o que se vê são “profissionais” extra-pagos que mudam de camisa várias vezes no ano. Claro que obviamente isto não serve para Francesco Totti, sempre na opinião do grupo, mas deixam claro que a única real bandeira do clube sem dúvidas nenhuma fora Giuseppe Giannini e depois dele, afirmam, nenhum outro será.

A U T O R
  • Ultras Primavalle San Loreno


    Material pesquisado e extraído do site asromaultras.org

    @zamacwb

© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM