Grupo fundamentalmente de bairro, nascido em 1972, que tem grande importância na história da torcida romanista. A maioria dos seus participantes de fato pertencem aos bairros Quadraro-Cinecittà, e segundo eles nunca existiu um líder, já que as decisões são tomadas democraticamente.

Um dos mais conhecidos ex-componente do grupo era Roberto Rulli, morto tragicamente em 1980 nas arquibancadas do estádio de Turim no jogo Torino-Roma na rixa das duas torcidas. Dificilmente você verá uma partida no Olímpico sem uma faixa Fedayn, geralmente próximo placar eletrônico. 

Fedayyìn ou Fidayyìn plural árabe que significa fiel, devoto. Este termo fora utilizado para descrever numerosos grupos distintos de fiéis na Armênia, Iran e no mundo árabe que possuíam extrema devoção por aquilo que professavam, seja no âmbito religioso ou de ideologia. O grupo assume este nome de propósito porque na década de setenta realmente a Roma não tinha um time tão empolgante, e quando eram vistos diziam que eram pior que os Fedayyìn em alusão ao termo de devoção sincero e fiel.

A ideologia principal do grupo é aquela da união e do sentimento mutuo em prol da Roma, considerando o estádio como um ponto de encontro, além do bairro de origem, o Quadraro, para rir, brincar e viver em conjunto as emoções do time do coração, acompanhados sempre de seu lema e hino:

E quanno more er prete

sonano le campane

piangono le puttante

e i loro protettori

ma quanno moro io

non voglio gesù cristi

ma solo ma solo gagliardetti

dei Fedayn teppisti

lalala Fe-Fe-Fedayn

E quando morre o padre

soam as campainhas

choramingam as vadias

e seus vastos protetores

mas quando morre eu

não quero jesus cristo

mas apenas flamulinhas

dos Fedayn briguentos

lalala Fe-Fe-Fedayn

Antigamente se posicionavam no muretto (murinho) 17 da velha Curva Sul e haviam tendências de esquerda, politicamente falando, porém afirmam mais terem incitado algum coro ou manifestação em prol desta ideologia, e isto se da ao fato de pertencerem a um bairro popular como o Quadraro e por ter como um de seus integrantes mais ativos Rulli. No entanto hoje, o grupo se declara apolítico e seu interesse é apenas a sustentação giallorossa.

Desde outubro de 1999 o grupo dedica uma faixa exclusiva ao seu fundador com a inscrição “Brigata Roberto Rulli”. Afirmam com orgulho jamais ter se confluído no Comando, decidindo permanecer autônomos e, contemporaneamente, se tornando um dos grupos históricos da Itália: resistiram de todas as maneiras para jamais se dividirem.

Com relação ao CUCS ainda lembram que era uma máquina perfeita de torcer, mas sofreu a divisão por causa do caso Manfredonia e assim ao final dos anos oitenta se tornou um grupo como tantos outros.

Embora não tenha existido a fusão com o CUCS, os Fedayn aderiram a nova ordem dos ASR Ultras e nesta época surgiram grandes coreografias e pelo menos uma dezena de novos coros, mesmo se a falta de maior participação por parte dos integrantes, tenha pesado para continuidade, sem dizer que certas políticas adotadas, principalmente aquelas fora do contexto AS Roma, começaram a sobressair mais que o objetivo em comum, que para o grupo era indiscutivelmente a sustentação ao time e nada mais. Os Fedayn ainda criticam ferrenhamente o fato do projeto que tinha tudo para engrenar se tornar um comercio de produtos desenfreado.

Sob o ponto de vista de interpretação batem na tecla alegando que sua denotação provém de guerrilheiros não por acaso, pois nada melhor do que uma etiqueta destas para viver na Curva. Desta forma não tem sentido falar de racismo ou delinquência ali já que assuntos como a segurança e cuidados médicos são tratados com desdém prevalecendo quase sempre o mesmo discurso de demagogia e hipocrisia rudimentar.

Por fim o grupo critica duramente o relacionamento hostil que a torcida vem recebendo ultimamente da sociedade, revelando que os jogadores são estrelas intocáveis, inacessíveis. Relembram um jogo pela Copa Italia (Piacenza-Roma) em que duzentos torcedores sustentaram o time por 120 minutos debaixo d’agua, em que o time supera a fase e se dirigem todos para o vestiário dando as costas sem ao menos um gesto de agradecimento aqueles pobres enamorados.

As relações com a torcida vem se esfriando lentamente, dando espaço ao futebol moderno, cínico e sem liberdade dos dias atuais, denunciam os Fedayns, e ela aos poucos vai respondendo a altura também com o propósito de torcer para a Roma enquanto reconhecida como tal.

A U T O R
  • Fedayns


    Material pesquisado e extraído do site asromaultras.org

    @zamacwb

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