Em 1972 Renato Faiatella, Antonio Bongi e Fausto Josa, fundam o Boys - Le Furie giallorosse (Furias auri-vermelhas). Os integrantes eram oriundos dos bairros Vila Borghese, Vigna Clara, Parioli e Balduina e o objetivo era se distinguir do restante da torcida, organizando-se financeiramente inclusive em prol de material pró estádio

Incialmente os Boys se posicionavam na Curva norte do estádio e em 1977, com a revitalização do C.U.C.S. (Comando Ultra Curva Sul), passou a integrar a Curva Sul para ajudar no projeto incrementando a torcida com quarenta tambores.

Durante esta época o grupo se dedicou interinamente ao projeto do CUCS, e seu estandarte fora colocado de lado para a causa, voltando a aparecer somente após a final da Copa dos Campeões de 1984 entre Roma e Liverpool. Porém o grupo nunca deixou de se diferenciar do restante, devido a ações comportamentais desleais em desacordo com a ideologia do grupo.

A decisão de se unir ao CUCS veio de todos e o líder Antonio Bongi que estava de pleno acordo. Foi logo após o jogo com o Dundee que o grupo decidiu retomar sua identidade e espaço no histórico “murinho”. A decisão ocorreu porque suas ideologias não batiam com as do CUCS, que ao seu modo de entender serviam como vitrine aberta para cães e porcos.

A mentalidade Boys é fundamentada como grupo de ação, que enfrenta o adversário de cara limpa, que aceita o duelo sem remorsos, sem medo, que segundo o grupo afirma, difere-se anos luz da delinqüência gratuita, do furto e tantas outras selvagerias fora do contexto maquiando o ultra romano.

Apesar da distinção o relacionamento com os outros grupos é razoável no que diz respeito ao âmbito colaborativo sobretudo em jogos fora de casa. Relações fraternas são mais difíceis alegando que isto ocorre devido a questões incompreendidas, porém afirmam ter um bom relacionamento com a Opposta Fazione. Revelam também que na atual Curva Sul existe muita frieza, devido a conflitos de interesse e não tem mais o sentimento do passado, marca perene de integrantes como Roberto Rulli (assasinado em uma rixa com torcedores em Turim, líder do CUCS).

O grupo passou por reformulação, mas a essência e a base de seus integrantes, ao melhor estilo cabeças raspadas, manifestando sua ideologia de extrema-direita (embora no passado isto não fosse preceito para ser um skinhead) permanecem imutáveis com aproximadamente mais de 1800 sócios. Muitos membros do extinto CUCS foram abrigados pelos Boys oferencendo uma espécie de asilo torcedor, já que as divergências não eram poucas.

A U T O R
  • Boys


    Dados extraídos de uma entrevista publicada no site asromaultras.org

    @zamacwb

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