O fim da infância: por que dói tanto dizer adeus a Francesco Totti
  • Voltei-me, e vi debaixo do sol que não é dos ligeiros a carreira, nem dos fortes a batalha, nem tampouco dos sábios o pão, nem tampouco dos prudentes as riquezas, nem tampouco dos entendidos o favor, mas que o tempo e a oportunidade ocorrem a todos.


    Eclesiastes 9:11


Entre a mitologia e a literatura, o apego a um personagem só se concretiza de fato se este apresentar alguma fraqueza. Um personagem desprovido de falhas não pode ser humano, ou melhor, um humano convincente. Se não o for, não há como estreitarmos um laço de empatia. Torna-se desinteressante: qual é a graça, afinal, em acompanhar os desdobramentos narrativos de alguém perfeito em suas características morais, intelectuais e físicas? Para tanto, o personagem não precisa ser propriamente humano, isto é, a regra vale para criações animais, alienígenas ou mesmo divindades. Não à toa, a mitologia grega como um todo nos é tão palatável até hoje: os traços mundanos, principalmente aqueles sórdidos, espalham-se em deuses que influenciam boa parte das histórias contemporâneas.

Zeus é um caso clássico. Não obstante a posição de rei dos deuses, seu comportamento punitivo provavelmente afastaria a vontade de tomar um café com tranquilidade diante de sua presença. Um de seus castigos mais famosos diz respeito a Sísifo, o rei de Corinto que testemunhou Zeus – em forma de águia – raptar Égina, filha do rio Asopo. Em troca de uma fonte de água, Sísifo contou a Asopo o que havia visto, e isso naturalmente despertou a ira do deus dos céus. Este último ordenou que a personificação da morte, Tânatos, levasse Sísifo ao inferno. Acontece que Sísifo enganou a morte ao elogiar a beleza de Tânatos e, sob o pretexto de lhe enfeitar, vestiu um colar em seu pescoço. O colar era uma coleira, e assim o consorte de Hades ficou impossibilitado de agir.

Enganar a morte, claro, não poderia ser um movimento bem-sucedido por muito tempo. Sísifo foi descoberto. Astuto, ele ainda a enganaria uma segunda vez, escapando do mundo inferior para viver na Terra o resto de seus dias. Mas a conta um dia chegou: ao padecer de velhice e (enfim) habitar o submundo, Sísifo foi condenado a conduzir uma pedra de mármore ao topo de uma montanha com as próprias mãos. Ao se aproximar do cume, no entanto, a pedra rolava serra abaixo, fazendo com que Sísifo tivesse que refazer a tarefa – indefinidamente. Enganar os deuses, por fim, lhe valeu a punição severa.

O paralelo entre Totti e Sísifo é inevitável. A lenda romanista chegou perto do cume em diversos momentos, carregando um peso imenso sobre si. Enquanto seus rivais tinham – lá vai – Zidane, Del Piero, Henry e Inzaghi; Salas, Mancini, Boksic e Vieri; Ronaldo, Baggio e Zamorano; Boban, Donadoni, Weah e Bierhoff; Verón, Crespo e Asprilla; Rui Costa, Batistuta e Edmundo; Totti teve Delvecchio, Bartelt e Fábio Júnior. Nos bons momentos, Balbo e Montella (e, ok, Delvecchio). Só então desfrutou de parcerias melhores e, não por acaso, foi campeão italiano. Jogou sua primeira Liga dos Campeões aos 26 anos, idade ridícula para um atleta de seu nível. Desfalcou, lesionado, boa parte de uma campanha que por muito pouco não concretizou o bicampeonato logo em seguida. Todavia, a pedra rolou de novo, e assim ele recomeçou a tarefa.

Posteriormente, enfrentou uma Inter que ao longo dos anos dispôs de Crespo, Adriano, Júlio Cruz, Ibrahimovic, Eto’o, Milito e Balotelli. Totti teve Taddei, Mancini, Vucinic, Júlio Baptista e Ménez – a maioria até muito bem, no limite de seus potenciais. Outro título quase veio em 2010, mas um desastre em casa, protagonizado por Cassano – seu maior discípulo –, impediu tudo. Na proximidade com o cume, outra queda da rocha. Não há espaço para margem de erro, apenas outro recomeço – ele foi vice-campeão oito vezes, contra apenas um título. Também não há segredo aqui: é grotesco pensar no que Francesco poderia ter feito a mais. Trata-se de um raciocínio completamente invertido. Não foi ele quem conquistou pouco – foi a Roma, uma instituição limitadíssima, que só alçou voos maiores graças a ele. Ter permanecido nessa instituição é a verdadeira insanidade da narrativa toda, um épico indiscutível.

Francesco Totti enganou o tempo (e, portanto, a morte) pela primeira vez em 2006, quando sofreu a lesão mais grave de sua carreira. Voltou a campo em tempo recorde e conquistou a Copa do Mundo com diversos pinos no tornozelo. No ano seguinte, aquele que era tido como acabado encerrou a temporada como artilheiro da Serie A e Chuteira de Ouro do continente. Enganou a morte pela segunda vez na temporada passada, quando, aos 39 anos – e novamente tido como acabado – acumulou participações decisivas semana após semana, obrigando uma diretoria imperdoavelmente reticente a lhe renovar o contrato para um último ato. Com seu último ato, enfim, a demonstração final de grandeza: Totti, um deus para os romanistas, expôs sua maior fragilidade em alto e bom som, por meio de uma carta de despedida:

  • “Perdoem-me por não dar entrevistas e esclarecer meus pensamentos, mas não é fácil apagar a luz. Estou com medo. Não é o mesmo medo que você sente quando está de frente para o gol, prestes a cobrar um pênalti. Desta vez, não sou capaz de ver como será o futuro através dos buracos na rede. Permitam-me sentir medo. Desta vez, sou eu que preciso de vocês e do amor que vocês sempre demonstraram por mim. Com seu apoio, eu vou ser bem-sucedido em virar a página e mergulhar em uma nova aventura”


Como eu ou você, Totti tem medo. Medo. Não só não está preparado, como pede ajuda. Certamente todos nós estamos familiarizados com essa sensação. O herói se fez humano de maneira humilde, direta e, como consequência, estonteante.

  • “Eu queria fazer isto em uma música ou um poema, mas não sou capaz de escrever nada disso. Ao longo dos anos, eu tentei me expressar através dos meus pés, o que tornou tudo mais simples para mim desde que eu era uma criança”


Evitando a estética, Francesco Totti produziu um dos momentos mais belos de sempre a ocorrer dentro de um estádio. Aqueles que o assistiram certamente sentiram um baque. Mesmo quem lhe designa cólera foi atingido: não há como manter a frieza diante de um inimigo corajoso o suficiente para admitir seu amedrontamento. Admitindo-o, o capitão se expurgou diante de sua plateia.

“Afasta, pois, a ira do teu coração, e remove da tua carne o mal, porque a adolescência e a juventude são vaidade”
Ec. 11:10


Totti viveu o sonho do garoto que defende o time do coração, veste uma só camisa e se consagra com a equipe pela qual sofre – e certamente sofreu muito, afinal, é a Roma – desde a infância. Disso todos sabemos, e não há a necessidade de repetir seus números, muito menos as razões pelas quais é adorado. A interpretação onírica de sua carreira é mais que óbvia, e assim foi relatada pelo próprio romano:

  • “nos últimos meses, eu me perguntei por que estava sendo acordado deste sonho. Imagine que você é uma criança tendo um bom sonho... e sua mãe te acorda para ir à escola. Você quer continuar sonhando, tenta voltar para dentro do sonho, mas nunca consegue. Desta vez não é sonho, mas sim a realidade. E você não pode mais voltar para o sonho”


Descrever um sonho é uma tarefa ingrata. Nunca atingimos em palavras as sensações que Morfeu nos proporciona enquanto dormimos. “Aquela mistura de absurdo, surpresa e espanto numa excitação de revolta tentando se impor, aquela noção de ser tomado pelo incompreensível que é da própria essência dos sonhos”, como se lê n’O Coração das Trevas. O adeus a Totti não nos atinge pela perda técnica. Esse é apenas um dos vagões no comboio da melancolia. Por mais que o romanista tenha exibido um repertório imenso ao longo da carreira, e por mais que ainda imponha lampejos de sua grandeza nos poucos minutos que lhe reservam, nunca faltarão craques ao esporte. E ainda que apenas meia dúzia disponha de tamanha soma entre leitura de jogo e talento em toda uma era, essa meia dúzia existe.

Aquilo que nos mata é o fim da catarse. Por décadas, mantivemos um herói que, uma vez em campo, transportava cada um de nós para a infância. Francesco é a epítome do ídolo, um arquétipo que abandonamos conforme crescemos. Crescer, afinal, nos deixa cínicos, rijos – não necessariamente mais maduros. Criamos barreiras psicológicas que nos impedem de desenvolver ídolos. Não nos entregamos mais, não nos submetemos a adorações. Permanece conosco aquilo que foi plantado quando encarávamos o mundo de maneira mais lúdica e menos lúcida. Crescemos e vemos as pessoas que trazem significado à vida se afastarem; outros, morrerem. Estamos ocupados e não percebemos a existência escapar, mas Totti nos avisava do próprio envelhecimento a cada rodada, muito embora não quiséssemos admitir – ele tampouco. Quando nos damos conta da finitude de um herói de infância, recebemos um memento mori excruciante.

Grande parte dos fãs não tem a menor consciência do futebol sem Francesco Totti – faço parte deste grupo. Todos terão que ressignificar a Roma, e muitos, o esporte em si. Esse processo não é nada indolor. Na história da modalidade, nenhum jogador foi tão importante para um clube por tanto tempo quanto Totti foi para a Roma. Maldini ou Giggs nunca precisaram carregar suas respectivas equipes nas costas, muito menos fazê-lo da juventude aos cabelos grisalhos. Que ele tenha rendido até os 40 anos é também uma mistura de absurdo, surpresa e espanto. Entretanto, “em algum momento da vida, você cresce – isto é o que me disseram e isso é o que o tempo decidiu. Maldito seja o tempo”. Reencontramos a infância em cada passe inacreditável, finalização certeira e reclamação caricata que Totti nos presenteava. Nos últimos dois anos, reencontramos a infância cada vez que ele levantava do banco de reservas, transformando imediatamente o ânimo dos torcedores ao seu redor. Os mais antigos testemunharam um milagre, reencontrando a infância nos 25 anos em que Francesco Totti trabalhou como atleta profissional.

No ano passado, escrevi que “a partir do momento em que ele abandonar o futebol, um período mágico terá morrido. Tudo será areia, e do reino de Totti restarão apenas ruínas. Os golaços, os lançamentos e até os cartões serão transcritos no universo da memória, onde o tempo não passa e a imortalidade é palpável”. Ontem, chorei como se um amigo tivesse morrido. Sei que muitos também se sentiram assim. Ninguém está pronto, ninguém nunca esteve: apagar a luz, Francesco, de fato não é fácil. Pois “certamente suave é a luz, e agradável é aos olhos ver o sol. Porém, se o homem viver muitos anos, e em todos eles se alegrar, também se deve lembrar dos dias das trevas, porque hão de ser muitos. Tudo quanto sucede é vaidade” (Ec. 11:7-8).

O momento mais melancólico da história da Roma chegou, e a estátua de Ozymandias já começa a rachar. Entre estrondos e lamúrios, o demiurgo não tem mais forças, e cada um de nós carrega a própria pedra. A infância, de uma vez por todas, acabou. Encontramos o coração das trevas, agora enfrentando seu postulado: vivemos como sonhamos, isto é, sozinhos.

Adeus, Totti; adeus, futebol. Obrigado pelas lágrimas, obrigado pelos sorrisos. Antes de voltar ao pó, eu só queria viver tudo uma outra vez.

@ribeirenko (Curitiba - PR)

Obrigado pela dedicação e pelo caráter demonstrado durante a carreira na Roma. O futebol melhorou muito com suas contribuições.

Sua conduta ensina quem passa por lá, inspira gerações e ajudou a Itália e a Roma a levarem ao mundo mais uma vez o sentimento de união fraterno, que merece ser aplaudido e levado adiante.

Todos os títulos e conquistas que vieram, contudo, são apenas consequência disso tudo. Foi alguém que o dinheiro não conseguiu comprar.

Mito dos mitos, Gladiador do Winning Eleven, Capitano!

@martynrf (Blumenau - SC)

Totti, obrigado por tudo.

Por todos os momentos e por me mostrar que o amor pelo futebol ainda existe, você sustentou esse amor por anos e continuara sustentando, você foi único! Que dia lindo, misto de alegria e tristeza. Lindo por ver tantas pessoas te homenageando, o merecido reconhecimento, uma linda festa.

Triste porque tudo isso acabou e o que fica é apenas lembranças, o saudosismo. Em momento algum duvidei de sua capacidade de fazer a diferença e sei que poderia aguentar um pouco mais e pendurar as chuteiras mais pra frente porque é e sempre será o melhor do mundo... mas como descutir com os deuses do futebol em?

Acho que a partir de agora vou olhar o futebol de um outro jeito, com menos emoção, um vazio... vai ser difícil. A Roma é com certeza sortuda por ter você, eternamente. Sua história e legado vão ser passados adiante e ficará eternizada, meus filhos, netos e bisnetos vão ouvir a suas histórias, Nunca esqueceremos!

Forza Totti, Forza Meu Capitano.

@NilsonNunes (Santos - SP)

Em 2006 iniciei uma das maiores paixões da minha vida: torcer para a Roma. Ainda muito jovem e leigo em futebol, não sabia o que já àquela época representava Francesco Totti.

Hoje, onze anos depois, continuo sem saber, porque o Capitano assim como a Roma, não se discute, se ama.

@guilhermetorresveloso (Teresina - PI)

Totti você foi o maior que vi jogar. Dizem que nenhum jogador é maior do que seu clube, porém esse não é o caso quando falo da Roma e de você. Totti e a Roma, por exemplo, são como Senna e McLaren, Zico e Flamengo, não se fala de um sem mencionar o outro.

Totti, além de ser a maior bandeira da Roma, também não deve nada aos melhores jogadores de todos os tempos. Inclusive, os melhores jogadores da atualidade e outras lendas do passado são fãs do meu ídolo e isso também ajuda a mostrar o tamanho de Francesco no futebol mundial.

Francè é um gênio do futebol e foi a partir do ano 2000 que passei a ver toda sua classe dentro das quatro linhas. O Capitano é o atleta que eu mais acompanhei, é o maior que vi jogar e também o grande responsável por eu ter escolhido a Roma como time.

Então o tempo passou e 17 anos depois de acompanhar toda sua trajetória desde 2000, chegou o momento da sua última partida oficial com a camisa da Roma.

A verdade é que eu não queria que essa hora chegasse, pois não gostaria de ver o Capitano parar de jogar, mas chegou o dia da Curva Sud guardar a famosa bandeira "No Totti! No party!". Só me resta agradecer e dizer que foi um privilégio poder ver Francesco Totti jogar bem de perto por todos esses anos. É hora de dizer adeus ao último camisa 10 clássico e lembrar que Totti já é uma lenda!

Obrigado Totti!
Grazie Capitano!
Daje Francè!


@ogabrieltome - bielpunx (Vilha Velha - ES)

Oggi il vero calcio perde il suo ultimo gladiatore, l'ultimo sognatore!

Un giorno di grande dolore per i romanisti che perdono suo capitano, ma principalmente per tutti quelli che amano un calcio che non c'è più.

No Totti, No Party!
No Totti, No Calcio!

Grazie capitano eterno!

@RenamMello (São Paulo - SP)

De um campinho de areia, correndo atrás da amada bola de capotão com a certeza de que o velho e bom futebol que aprendemos, nunca nos trairá. Crescemos no mesmo tempo Francesco, tivemos os mesmos sonhos e vivenciamos os mesmos craques e jogadas de um sentimento cada vez mais escasso, de valores que simplesmente não enxergamos mais por aí.

Chorei e não tenha dúvida que continuarei chorando muito porque a despedida dói demais. Foram muitos anos vividos juntos com aquele sentimento de criança que eu, você e tantos outros amantes do velho futebol alimentaram exacerbadamente em cada movimento, passe ou gol seu. Aprendemos a amar sua cidade, sua cultura e se Roma sugere alguma ameaça de reconhecimento no que diz respeito ao seu prestígio no mundo do futebol, 99,9% tem sua marca.

Quero lhe agradecer simplesmente por ter mantido vivo dentro de mim até hoje este “sentimento” tão generoso. Não tenho dúvidas que quando escuto você falar em suas entrevistas “ancora me diverte”, são os mesmos vividos, pois é nítido em seu caráter e postura, e tenho plena convicção que assim como em você também me protegeu desde criança de todas as intempéries que o mundo pode proporcionar … (pausa para mais lágrimas). Fico aqui imaginando quantos romanistas ou amantes do esporte admirados pelo jogo refinado como o seu, ajudastes a salvar ou tornar menos dolorosos os momentos mais complicados da vida.

Será absurdamente difícil ter que seguir sem você nos campos espalhados pela Itália e Europa. Sem escutar nos domingos a Curva Sud clamando orgulhosamente seu nome ou o que é muito pior, sem ter aqueles passes, gols e jogadas de tirar o fôlego. E por falar neles não poderia deixar de citar o meu agradecimento eterno pelo gol de 26 de novembro de 2006, dia do meu aniversário e para mim essencialmente o mais espetacular e maravilhoso dos tantos que marcou. Queira ou não foi um ano mágico e abençoado aquele, resultando obviamente na conquista da sua chuteira de ouro. Algo seu e que ninguém pode lhe tirar, pois não foi almejado com votos, mas sim por mérito e talento próprio. Também não podem lhe tirar o título de campeão do mundo, pois terão que engolir sua fantástica trajetória de recuperação e importância vital para aquela conquista, mesmo com tantos pinos no pé.

É isto que fica e que ficará para sempre caro amigo Totti. Seu legado não acaba aqui, muito pelo contrário, ele alimentará o mesmo “sentimento” no coração dos meninos que um dia fomos e que divinamente nos encantou nos campinhos de areia fazendo amar o futebol pelo que ele é, e não pelo que se tornou hoje. Desde aquela velha bola de capotão até seus últimos minutos em campo, caro capitão, serviram e não tenho dúvidas que servirão ainda para inspirar outras gerações e assim manter vivo estes valores. Então não se preocupe, caro amigo, sua missão foi cumprida.

Envelheço e espero continuar envelhecendo com você, cultivando as boas coisas que a vida nos presenteou e nossos momentos de glória, afinal nem tudo é uma triste despedida. Ficarei ansioso sempre na expectativa torcida de apreciar boas notícias suas e de sua sagrada família, sem dúvidas nenhuma, sua maior conquista, bem mais precioso que Deus lhe deu e exemplo a ser seguido. Você e sua família sempre estarão nas minhas orações.

Tutto quello che hai fatto per noi, Francè, sei stato La Grande Belezza, eterno capitano!

@zzzamaaa (Curitiba - PR)

Chegou o dia não é! Talvez o dia em que não queríamos que jamais chegasse, mas o que nos leva a torcer, honrar essas cores, estar todos os dias ao lado de outros romanistas a cada dia torcendo discutindo e vibrando por um time que não nos retribui, simples! Francesco Totti. Você que rejeitou proposta milionária pra honrar e ficar na nossa Roma. É o que nos leva a ter sempre esperanças e continuar romanistas, se ele começou e terminou sua carreira no nosso time, porque não levarmos aquele lindo lema: “uma fé que nunca tem fim” Obrigado Capitano, por honrar essas cores, por nos honrar e nos dar a cada dia esse prazer, mesmo sem títulos, o gosto de sermos " Romanistas”. Você foi e será inspiração pra muita gente que torce e ainda virá a ser torcedor da Roma. Deus te abençoe sempre e o que posso dizer, não há palavras suficientes pra te agradecer por esses longos anos de história.

@UesleiCarneiro (São Joaquim - BA)

Enfim,chegou o dia. O dia que parecia que nunca chegaria,porque para nós Totti é imortal. Que me desculpem Messi, Ronaldo, mas Totti representa tudo que não vemos no futebol atual e na sociedade também.

Totti é um jogador que ultrapassa barreiras e o tempo,é muito mais que um atleta,é um de nós dentro do campo. Ele recusou dinheiro,mais fama,prêmios,títulos...Por amor,sim por amor a uma esquadra,a sua cidade tão amada. Esse mesmo amor que cativou vários romanistas,assim como eu,nos tornando gialorossi fanáticos.

No final do ano passado pude realizar meu sonho de menino, mesmo que vendo ele no banco,de assistir o derbi da capital e ganharmos. Lembro como se fosse hoje, a minha ansiedade, minha pele arrepiada, meus olhos marejados, pernas bambas, abraços em desconhecidos e a sensação de te ver ao vivo e me sentir em casa, um garoto quando vai ao estádio a primeira vez.

Para mim, você foi e sempre será o melhor jogador e capitão que pude ver. Totti me fez romanista e amar ainda mais este jogo chamado futebol. A Roma me deu amigos, sonhos, felicidades, tristeza e a maior felicidade de todas foi vê-lo jogar com essa camisa.

Totti para um romanista é como se fosse parte da nossa família, nosso sangue, nossa alma. Não sei como será ver a Roma e saber que você não está lá para nos ajudar, mas obrigado por tudo, por nos proporcionar um turbilhão de sentimentos.

A CIDADE ETERNA,TEM UM CAPITÃO ETERNO!!!

@souzaleandro88 (Niterói - RJ)

Veni, Vidi TOTTI, Vici! 753AC e desde então ninguém governou por tanto tempo de forma tão autônoma, dominante, soberana como você Francè. Nenhuma loba foi mais protetiva, nenhum gladiador venceu mais batalhas, nenhum Coliseu teve mais torcedores, nenhum pão e circo fez mais gente feliz, nenhuma moeda teve maior valor, nenhuma boca da verdade foi mais fiel e confiável, nenhuma quadriga foi mais veloz, nenhuma obra renascentista foi mais precisa e bela, nenhum deus fez mais milagres. Inútil mencionar os títulos, o clube de futebol, as cores da cidade, os coros gritados em cada garganta, os grandes jogos e os golaços... você é maior que todos Francè, você é maior que tudo Francè!

Que digam que vivi na época de Francesco Totti, grazie Francè

@GabrielMussiat (Curitiba - PR)

Hoje é um dos dias mais tristes da minha vida e com certeza de milhares de romanistas pelo mundo. Antes de eu nascer você já iniciara sua carreira na nossa mágica Roma...

O primeiro e único time que eu tive tesão de ver jogar, ainda pequeno, você era nossa estrela. Depois do título em 2001, lembro do Galvão durante a copa do mundo no ano seguinte falando, esse é o craque da azurra e tem tudo pra brigar pelo posto de melhor do mundo. E isso só não se concretizou uma ou duas vezes, pois você nos amava, a nós e a Roma. Amava tanto que recusou ir para o maior clube do mundo, o Real Madrid, e finalmente ser coroado com a Bola de Ouro...

Você é o maior símbolo de lealdade do futebol mundial, maior honra, maior caráter. Ensinou principios para mim e para milhares de crianças e adultos por todo o mundo. Isso é sem duvida o seu maior legado.

Títulos, pra um time que não está acostumado a ganha los até que você nos deu alguns, nosso último scudetto e algumas copas, e talvez tivesse ganhado muito mais se a diretoria colaborasse... Mas seu legado é muito maior que isso e não há um lugar no mundo em que não sentirão a sua falta.

Agradeço por ter tido a oportunidade de te ver jogar ao vivo no Olímpico e por ter sido presenteado com um gol seu... Mas lamentarei pro resto da vida, não ter outra oportunidade... Desejo que seu filho siga o mesmo caminho, e nos de muitas alegrias, assim como você nos deu.

Grazie Totti!

@CarloColorni (Santos - SP)

no Totti, no party

Até difícil mensurar o quão diferente minha vida seria sem ter me apaixonado tanto pela história maravilhosa desse time e dessa lenda chamada Francesco Totti.

Obrigado por me fazer conhecer pessoas fantásticas Brasil afora, por me fazer acreditar que o futebol é mais do que títulos e conquistas, e sobretudo, obrigado pela classe e magia apresentada em campo.

Odeio quem fala isso toda hora, mas dessa vez não tem palavra mais apropriada: #gratidão

@Babalin (São Caetano do Sul - SP)

Grazie di Totti! Chegou o duro momento de se despedir de Francesco Totti. Aquele que por anos e anos foi a nossa maior referência dentro de campo. A simbiose personificada do time com a cidade. O romano e romanista Totti. Em Roma confesso que achava até engraçado o modo como via a gente o chamar, tamanha devoção e admiração: "imenso capitão maravilhoso, único representante de Deus na Terra.".

Fico feliz por ter vivido e acompanhado de perto a Roma de Francesco Totti. Falo com orgulho que estava em Milão na épica noite do gol de cobertura no compatriota Júlio César. Há 11 anos a Roma não sabia o que era vencer em Milão. Quando revejo incansavelmente aquele gol e os lances daquele jogo, a memória vai além, vem a camisa suja de lama por ter bolado nas arquibancadas do Meazza na comemoração ensandecida, vem a cansativa madrugada de espera na estação de Milão, esperando o trem pra voltar pra Roma. Vem o momento de duvida que tive na hora do toque, achando que a bola ia pra fora. Vem o desejo de fazer uma tatuagem sua na hora que aquela bola caiu lentamente nas redes da Internazionale.

Vejo muito as pessoas falarem ainda da não ida ao Real Madrid. Dos títulos que poderiam ter vindo ali, de quanto deixou de ganhar. Deixou de ganhar? Totti ganhou o que praticamente ninguém ganhou. Ganhou eterno amor do seu povo, da sua torcida e da cidade que ama. Ganhou o título de Rei, de "legenda".Isso não me parece pouco, isso é tudo. Real Madrid não é nada.

A Roma é a casa de Francesco, Chego a brincar dizendo que por mim, quando ele não tivesse realmente mais condições de jogar, porque eu acho que ainda tem, ele poderia armar uma mesinha ali no meio campo do Olimpico e passar o jogo todo bebendo uma cerveja, tomando um café, comendo um prato de macarrão. Apenas para nos dar o prazer da sua presença em campo. O nosso Pupone, o nosso eterno capitão e camisa 10. No Totti, no party. Não vai ser fácil continuar a festa sem a sua luz. Grazie di tutto pra nós poderá ser dito: "Grazie di Totti.".

@Pajata - Rafael Carlos Rovere (Fortaleza - CE)

Minha primeira grande memória de Totti foi o gol mais bonito da carreira dele, contra a Internazionale no Giuseppe Meazza. Não nasci romano e romanista, infelizmente. Mas perto dos 14 anos adotei a Roma e portanto, desde que eu me conheço por gialorosso, Roma é Totti e Totti é Roma. Tive a oportunidade de vê-lo em campo 4 vezes pessoalmente, e vou guardar essa alegria pra sempre em minha vida. Hoje, pude vê-lo se despedindo de sua gente, em seu estádio. Chorei como se fosse romano e romanista e gostaria muito de que todos os romanistas do mundo pudessem estar lá dando seu último adeus a Totti. Vê-lo emocionado com a última vez que ele teve seu nome gritado após o hino da Roma. Vai ser difícil ver a Roma sem Totti, mas o time segue. Totti saiu das arquibancadas para o campo. Virou lenda. Agora vai ser mais um de nós, torcendo para que a Roma continue crescendo.

@IanRafael9 (Mafra - SC)

Obrigado, Francesco!

Obrigado por ter mudado aquela tarde de quarta-feira ao bater a Inter em pleno Meazza com um magnifico gol seu. Vibrei até pela encarada que deu naquele careca safado. Meu coração já havia uma semente romanista do passado, mas naquela tarde você mudou tudo. Obrigado porque daquele dia em diante jamais abandonei a Roma, como você sempre o fez.

Preciso te agradecer também pelas amizades que fiz ao longo desse tempo, nosso fórum bombava sempre em todos os jogos da Roma (como não lembrar daquela lista dos que estavam presentes no nosso Portale Romanista). Era tudo mágico.

Obrigado por ser um exemplo para seus companheiros de trabalho, nós torcedores, e principalmente sua família. Nós Romanistas fomos privilégiados por ter acompanhado a trajetoria de um grande astro do futebol mundial e acima de tudo, o grande homem que se tornou. Seu nome estará eternizado nos corações de todos.

Difícil escrever todos os momentos que passamos entre vitórias e derrotas, mas o mais importante é que você será sempre o meu Capitano e de todos aqui que amam a Roma.

OBRIGADO, ciao!

@Fel1401 (Salvador-BA)

Francesco esta é minha singela homenagem a você.

Desculpe se não tenho condições de lhe escrever algo a altura de tudo que você merece, tamanha minha emoção neste momento, mas se pudesse mandava minhas lágrimas

Grazie per tutto quello che hai fatto per noi.

Paulo Paixão (Salvador - BA)

Meu amor por você "capitano", teve início em 2001, quando comecei a acompanhar belos jogos de uma equipe que até então não seguia, mas que depois daquele momento se tornou o time do meu coração.

E o momento crucial em questão, obviamente, está atrelado a um jogador que fazia toda a diferença no time: era você, pois o futebol que proporcionava só fazia aumentar a vontade de ver mais e mais jogos sem perder nenhuma partida sua pela Roma.

Com o passar dos anos o meu prazer e amor só aumentou. Seus belos e lindos lances, torci pela Itália na copa do mundo onde fostes um dos principais jogadores na conquista do mundial, cobrando durante a copa aquele pênalti contra a Austrália, com um toque macio na bola.

Nunca vi nenhum jogador tão belo quanto você que até hoje me emociona ao ver jogar. Agradeço a Deus por ter tido a sorte e oportunidade como um torcedor da Roma, em acompanhar um homem tão maravilhoso quanto és.

Tendo em consideração, que nunca teve a vida fácil com bons elencos, mas sempre mostrou seu amor pela Roma, inclusive quando teve a oportunidade de ir pra um dos maiores clubes do mundo, como o Real Madri, onde qualquer outro jogador teria ido, mas você recusou pra continuar vivendo sua história de amor com seu único clube do coração.

Não sei se irei aguentar quando ver outro com a camisa 10, mas espero que pelo menos honre esse número tão abençoando quanto foi durante o tempo que passou com o você, belíssimo capitano da As Roma!

João Lira (Recife - PE)

Meu time já perdeu título no último segundo, já foi goleado, mas nada se compara com a tristeza que senti hoje. 28/05/17. O dia em que o melhor jogador que eu já vi se separou do clube com quem casou a mais de 25 anos. O dia que a história de Francesco Totti e A.S Roma chegou ao fim, pelo menos da maneira como todos conhecemos. Era o casal perfeito, e nós todos querendo o bem e a felicidade desses dois durante todo o tempo. Apesar da tristeza, só tenho a agradecer. OBRIGADO TOTTI.

Por me ensinar a gostar de futebol, por me ensinar a admirar o que é um jogador de verdade, e principalmente, o que é AMOR DE VERDADE.

Obrigado Francesco.

Bruno De Luca (Piracicaba - SP)

Não conheço na história do futebol alguém que tenha trocado glórias individuais (sim, elas viriam fatalmente em Madrid, Milão ou qualquer das outras praças futebolísticas que o assediaram) para viver por seu clube de coração e por sua cidade. E isso é apaixonante!

Se acentua por que a Roma nem sempre teve condições de oferecer a Francesco companheiros que lhe permitissem lutar por títulos em maior escala. Por esse motivo sua trajetória é ainda mais espetacular até mesmo que a de outros grandes craques de uma camisa só.

Nós romanistas tivemos Totti como uma compensação pelos títulos que não pudemos comemorar. Nossa maior vitória sempre foi ter Francesco, brigando e lutando pela nossa Roma como ninguém. Muitos queriam tê-lo, mas apenas nós tivemos.

Francesco foi mais que um ídolo, foi a própria Roma. Não sei como vai ser a partir de agora que ele nos deixará. Se Roma e Totti são a mesma coisa, torcer pra Roma sem Totti será uma nova experiência. Que seja tão boa quanto foi com ele.

Em lágrimas, só consigo dizer, obrigado capitano!

@HickMendes (Tubarão - SC)

Simplesmente Francesco. Colocar um romanista para falar de Totti é a mesma coisa de pedir para um filho relatar algo sobre a mãe, ou vice-versa. O que dizer de um jogador que dedicou toda a sua vida futebolística a este time? O que falar sobre aquele que abdicou de propostas tentadoras e vantajosas, para jogar em outros locais, para permanecer em Roma e transpirar o amor romanista pelos poros? Perguntas retóricas que nos deixam tristes ao ver a nossa lenda se despedir desse time, dessa torcida, desta maglia (que já faz parte de sua pele). Hoje será um dia especial, um mix de emoção, tristeza e nostalgia. Emoção, por não mais vermos o nosso capitano levitando em campo, fazendo jogadas inimagináveis e gols espetaculares. Tristeza, por sabermos que ele merecia um fim de carreira na Roma com mais glamour, com mais importância, com mais participação e, claro, levantando uma taça. Nostalgia, por nos lembrarmos de tantos gols, tantos títulos e tantas alegrias que ele nos deu. Obrigado Totti, obrigado por ter vivido a Roma em todos os seus anos e ter nos dado tamanhas emoções e títulos. Você será eterno em nossos corações e o mundo do futebol sempre te idolatrará!!!

Gracie, Francesco!!!

Alexandre Locatelli (Barra do Garças - MT)

A incerteza sobre o fim da carreira de Totti durou muito tempo e parece ter sido definida enfim já muito perto do fim da temporada. Durante toda a temporada questionava-se Spalletti sobre o pouco tempo em campo de Totti. Será que o capitão não teria mais ainda para contribuir? Sim, aos 40 anos, não está em seu auge físico, mas Totti nunca foi conhecido por arrancadas; e sim pelo seu toque de bola, voleios, faltas, lançamentos e chutes de fora da área. Não finjo ter objetividade para avaliar a contribuição que ele poderia dar ainda ao time em campo. Não contesto a opção de Spalletti, em geral, quanto a suas opções de titularidade e mudanças durante as partidas. Mas acho razoável dizer que tê-lo como parte do elenco não machucaria time algum, com sua capacidade de reter a bola e distribuir o jogo. Pode parecer paradoxal, mas a aposentadoria parece sim ter sido repentina, se não surpreendente. Não a toa, as festividades de sua despedida mais parecia um funeral do que uma celebração de seus feitos.

Totti foi um jogador que abriu mão de muita coisa pela Roma. Sua ascenção coincidiu com um boom no Mercado do futebol, quando Mendieta bateu recorde em valor de transferência. Florentino Perez tentou de tudo para levar Totti para Los Galacticos. Nunca obteve sucesso, e se refere a Totti como sua maior frustração no futebol, por não ter conseguido trazê-lo a Madrid. E que não haja dúvida: permanecer na Roma, objetivamente, não foi a melhor opção para Francesco Totti. Nem financeiramente, nem futebolisticamente. Totti pensou não como profissional, não como futebolista, mas como torcedor. Coisa que para nós, que não trabalhamos com isso parece ser fácil. Mas para o jogador é o seu futuro, de sua família, filhos e até mesmo netos. Totti abriu mão de ter tido títulos que nunca conquistaria com a Roma. Quem sabe até mesmo um Ballon d'Or.

De um ponto de vista objetivo, externo a aposentadoria pode parecer óbvia e até mesmo inevitável. Mas de forma alguma essa é a visão compartilhada para a comunidade em questão. Por vezes a sensação que eu e tantos outros torcedores da Roma temos é que enquanto Totti puder ficar de pé, queremos tê-lo em nosso plantel. Que a camisa 10 não esteja apenas reservada simbolicamente a ele, mas que o próprio capitão ainda a tenha. Com toda certeza outros torcedores caçoariam de um jogador de mais de 40 anos no nosso time ainda; talvez uma relutância de largar o passado. Um saudosismo exacerbado e fora de lugar. Mas o Capitão não pertence a outro clube, nem mesmo ao futebol. Não é um lenda que pertence a nenhum outro lugar além de Trigoria, o Olimpico, Porta Metronia, a cidade de Roma e sua torcida.

O valor que Totti tem para a Roma não dá para ser sumarizado em gols, títulos e assistências. Nem mesmo com o legado que ele deixou nos jovens jogadores do elenco como podemos observar no estilo do toque de bola de De Rossi e nos lançamentos que Cassano tentava enquanto fazia dupla com Totti. Acima de tudo, Totti incorporava dentro do clube, entre os jogadores, o que era ser Romanista. A sua torcida, o ímpeto e por quem se serve enquanto se veste as nossas cores. E como vale a pena todo o sacrifício.

Felipe Nachmanowicz (Belo Horizonte - MG)

O maior orgulho de ser romanista é poder ter visto Totti. O que são títulos, glórias e vitórias perto de um jogador de inquestionável nível técnico e tamanha importância para a identidade romanista? Totti foi todas as caras da Roma em seus 24 anos de dedicação. Esteve lá nas derrotas, mostrou seu descontrole, mas soube dar a volta por cima e amadurecer conforme o tempo passava. Sua humanidade talvez seja o aspecto mais admirável, já que esperamos as maiores qualidades possíveis em um ser que transcende a mortalidade. Francesco sai como lenda, como o ícone máximo de uma Roma que venceu e decaiu, oscilou até finalmente retornar ao segundo posto nacional. Por ele, milhões de outras pessoas foram romanistas por um dia. Podemos até não colecionar scudetti, mas temos a sorte e a exclusividade de ter Totti como um dos nossos, o líder do nosso exército, nosso grande general. Não haverá mais futebol como na Era Totti. Agora é bom que nos preparemos para novas emoções, provavelmente muito menos tenras do que quando Il Capitano nos deu o ar de sua graça. Mas a vida segue, há de seguir. Para nós e para Totti. O maior de todos da história da Roma sobe um degrau para se converter em divindade giallorossa. Amém, Francesco. Jogaste por nós.

@Portesovic (Curitiba - PR)

Faz muito tempo que venho me preparando pra essa hora, mas ainda assim não queria que ela já tivesse chegado. São tantas as emoções que me perdi todas as vezes em que tentei começar a escrever sobre você e tenho certeza que esse texto não representará toda a minha gratidão, carinho e respeito.

Quando você entrou em campo pela primeira vez em 1993 eu não havia nem nascido e quando conquistou o Scudetto em 2001 eu ainda não o conhecia. O primeiro contato foi no álbum de figurinhas da Copa do mundo de 2002 e depois na Euro de 2004, competições que não trazem lembranças não muito agradáveis pra você por conta de um juiz mal intencionado e um momento de fúria, mas foi em algum momento entre 2005 e 2006 que comecei a entender quem você era e o quê você representa. A Copa do Mundo de 2006 veio e depois do Brasil ser eliminado, não restou dúvida de pra quem iria a minha torcida.

Comecei a escolher a Itália e a Roma no video game só pra gritar o seu nome quando marcava um gol. Ia pra internet assistir os seus dribles e jogadas mágicas e quando menos percebi me peguei amando essas cores e essa camisa. Nesses anos todos cansei de ouvir o desdém quando eu escolhia a Roma no FIFA, PES ou Bomba Patch, mas juntos calamos a boca de muitos Barcelonas, Milan, Real Madrid, Chelsea, Citys, Juventus dentre todas as outras modas...

Foram anos difíceis, devo confessar. Por muitas vezes me perguntei o porquê de me importar tanto com esse time que é famoso por sempre deixar as oportunidades escaparem quando tudo parece que vai dar certo. Pensamentos que iam embora quando lembrava de tudo que você abriu mão para continuar no clube que amava. Você é o maior exemplo de que o futebol é mais do que dinheiro ou títulos, definitivamente sua história mostra que o futebol não é apenas um jogo.

Mesmo sabendo disso fica uma certa tristeza por não ter visto você levantar tantas taças quanto mereceu. Sua genialidade que com apenas um toque na bola cansou de destruir defesas e encobrir goleiros merecia mais medalhas e troféus.

Voltando a falar de video game, lembro que por muitas vezes eu apagava o save e começava de novo o GM mode ou Master League quando você anunciava a aposentadoria. Nas vezes que continuava era estranho ver a Roma sem você e eu espantava todos os pensamentos de como seria quando esse dia chegasse. Na temporada passada ficamos muito próximos desse momento chegar, mas você calou todos os críticos e renasceu mais uma vez. Mostrou pra todos que o Rei de Roma nunca irá morrer e nos deu mais um ano para nos prepararmos pro adeus.

Hoje, 28 de maio de 2017, comemoramos uma vitória importante da nossa amada Roma e nos qualificamos para a próxima Champions League, mas mais importante de que qualquer campeonato, nos despedimos do nosso capitão, do nosso ídolo e bandeira. O único campeão que o dinheiro galáctico não foi capaz de comprar.

Foram 25 anos de lealdade e amor que nunca serão esquecidos. Um quarto de século que te eternizam na história do futebol. Todas as homenagens feitas por nós e por todos os rivais que se ajoelharam diante do seu legado ainda são pouco por tudo que a sua história representa. Obrigado por tudo Francesco!

Torcedor. Gandula. Promessa. Reserva. Titular. Ídolo. Capitão. Lenda.

@raphaluque (São Paulo - SP)

Não existe nada mais significativo que esta triste despedida, mio capitano! Deus, sabe quanto chorei desde o momento que você anunciou que irias parar. Minha vida tem Francesco Totti por tudo que você possa imaginar.

Quantas alegrias, aquela sua cobrança de pênalti pela Itália, os títulos com a Roma… Quanta vibração e energia você passou para n’so em todos estes vinte e cinco anos.

Que amargura, que dor!

Te amo Francè!

Patricia Bontorin (Curitiba - PR)

Em 2004, me tornei torcedor da Roma por alguns motivos, entre eles a paixão verdadeira dos torcedores pelo clube, que mesmo sem conquistar muitos títulos, possuem total apreço desses “tifosi”. E falando em tifoseria, o mais fanático disputará sua última partida pelos giallorossi neste domingo, contra o Genoa.

O duelo se torna totalmente secundário, quando pensamos que é a última vez que o maior jogador da história da Roma veste o manto romanista. O evento tem tudo para ser recheado de emoções, mas o centro das atenções sem sombra de dúvidas será Francesco Totti.

Esse homem, tal como Michael Jordan, foi capaz até de conquistar torcedores de times rivais. Tal como um verdadeiro ídolo, me respondeu quando lhe enviei um e-mail através de uma promoção feita pelo Corriere dello Sport (periódico esportivo italiano), tal como Rogério Ceni e Marcos, só defendeu a camisa de um clube ao longo de sua carreira.

Se hoje sou um fanático por esse esporte, isso se deve grande parte a ele. Jogadores que vestiram uma única camisa em suas carreiras sempre me fascinaram, por não se deixarem corromper pelo dinheiro e pela ganância que existe nesse universo chamado futebol. Mas Totti além de tudo, sempre foi um fuoriclasse. Diego Maradona deu uma declaração esses dias, dizendo que Totti foi o melhor jogador que ele viu jogar. Estou totalmente de acordo. E aí vocês me perguntam: E a dupla Messi/Cristiano Ronaldo, com suas infinitas superações de recordes? E Ronaldo Fenômeno, com seus inúmeros gols e dribles desconcertantes? E Ronaldinho Gaúcho, com toda sua magia? Nenhum deles conseguiria aliar a genialidade que possuíram e possuem com a idolatria de uma torcida. Totti não só conseguiu isso, como também o fez com uma maestria que torna inacreditável que alguém, algum dia, consiga realizar algo parecido.

Qualquer homenagem será pequena diante da grandeza de Totti, ao aceitar dedicar sua carreira inteira a um clube que corria por fora na disputa por títulos na Itália. Foi bravo ao resistir a tentadoras propostas de gigantes como Real Madrid e Milan. Não foi covarde como tantos outros e sempre esteve decidido a combater as hegemonias de Internazionale e Juventus. Muito obrigado, Totti. Por toda inspiração e por me convencer a amar apenas uma camisa, a da Roma.

@TatoSernagiotto (São Paulo - SP)

Totti tentei escrever várias vezes, mas não sai. A dor que sinto por esta despedida é insuportável, cala meu coração e silencia mia alma.

Como assim? Domingo vou ligar a televisão e terei que vê-lo pela última vez em campo? Nunca mais o verei com a camisa da Roma? Isso não entra na minha cabeça, não desce é um gosto amargo horrível de provar. Desculpe se esta amargura não me permite escrever algo melhor a você Francesco, mas entenda do fundo do meu coração que sou gratro por tudo que você me proporcionou com o seu mágico futebol.

"Non è possibile dividere la vita di noi due"

@DucceschiGiu (Serra Negra - SP)

Por Deus, Francesco. Tá mesmo nos deixando? Antes de tudo dizer 'obrigado' é muito pouco perto do que você fez pela gente.

25 anos de amor, de histórias, de amor a camisa. Mas mais do que isso, 25 anos de lealdade.

Não consigo imaginar a Roma sem você. Não consigo imaginar nem mesmo a sensação de ir ao estádio e não te ver em campo. Fazendo com suprema maestria o que sabia fazer melhor do que ninguém.

Ainda me lembro aquele gol contra a Inter, aquele outro também contra a Sampdoria e o que falar da cavadinha contra a Holanda na Euro?

De alguém que viveu em Roma alguns anos falar daquela cidade e não lembrar de você é impossível. E aquilo, pra mim, é o teu maior troféu. O respeito da tua gente. Gente que nasceu e cresceu debaixo das mesmas montanhas que você. Do próximo ano em diante o dia 28 de Maio será um dia pra lembrar o que você se esforçou pra ver sua gente sorrir.

Quanto coração você colocou em campo Você era mais que um torcedor defendendo as suas cores. Era Francesco. O oitavo rei de Roma. E sempre nosso. Romano e romanista. Daqui 500 anos lembrarão de você como lembram de César.

Em italiano se diz "In bocca al lupo" para desejar boa sorte. Mas dessa vez se diz "In bocca alla lupa". Roma te ama, Francesco. A Itália te ama e o mundo te admira.

Obrigado, Francesco Totti!

@PedroLucasCirelli (London)

Absurdo! Isto não pode ser vdd Francè!!!

Eu não quero e não posso jamais acreditar, prefiro enlouquecer. Seu contrato com meu coração não tem data, mio capitano.

Agradeço infinitamente por sua existência, por ter vivido no mesmo tempo que você, por ter admirado cada movimento seu em campo, por ter vibrado intensa e imensamente contigo.

Para sempre, sempre e sempre, obrigada, obrigada, obrigada! (transbordada de choro)

Juliane Compagnoni (São Paulo - SP)

A partir de hoje, a Roma dá um adeus melancólico ao seu maior ídolo e estandarte. Após um último ano constrangedor, Francesco Totti oficialmente não mais jogará com a camisa giallorossi.

Não é o objetivo aqui argumentar o quão Totti galgou na escala dos melhores jogadores do mundo. Tal pauta é mesquinha e infrutífera, e sequer combina com a personalidade de Francesco, que, discreto, nunca almejou o pedestal de divindade no futebol.

De fato, Totti nunca foi de falar ou de se gabar de seus feitos em campo. Outros o fizeram por ele:

“Ele é o futebol, que fenômeno”
Messi


“Totti é impressionante”
Cristiano Ronaldo


“Totti é como eu, não deve demonstrar mais nada a ninguém”
Ibrahimovic


“Sem dúvida, é o melhor jogador da história italiana”
Alex Fergunson


“Totti é o Pelé italiano”
Pelé


“É o melhor jogador do mundo. Me convence mais que Zidane e Beckham, faz as coisas difíceis ficarem simples, faz o time jogar bem”
Maradona


Não que a opinião desses cidadãos acima valha alguma coisa no futebol. Mas que Totti esteve mesmo entre os maiores, isso parece incontestável. Daqueles jogadores singulares, de quem sempre se pode esperar algo fora do comum, inesperado, surpreendente. Ver Totti em campo é sentir aquela expectativa infantil de se estar diante de um mágico e não saber o momento em que ele vai tirar o coelho da cartola. E ele sempre tirava.

Particularmente, eu não pude acompanha-lo durante grande parte da sua carreira. Futebol italiano não passava em TV aberta, e canais por assinatura eram um luxo de que eu não dispunha na infância e adolescência. Numa das poucas oportunidades em que pude assistir um jogo ao vivo, fui deslumbrado pela primeira vez: era 26 de outubro de 2005, num jogo contra a aspirante ao título Internazionale. Totti comandou a atuação de gala da Roma numa vitória por 3x2, em pleno Giuseppe Meazza, culminando com um belíssimo gol do capitano, que, partindo de antes da linha de meio-campo, venceu três oponentes antes de chegar até a entrada da área para, num toque sutil, encobrir o goleiro Júlio César.

Lances como esse tiveram muitos outros que poderiam ser igualmente citados na experiência de outro espectador. Isso é rotina na vida de um grande jogador, nada disso faz de Francesco Totti único. Outros também tiveram e outros ainda desfilam nos gramados o mesmo dom. O que o fez único é a dedicação e a lealdade que teve a um único clube durante toda a sua vida, um clube que, sabia ele, provavelmente não lhe permitiria alcançar o apogeu do futebol.

“Sua casa é a coisa mais importante na vida” foi a lição dada por sua mãe, que de tão bem assimilada vigorou até hoje.

Não, Totti não colecionou mesmo muitos títulos na carreira. À exceção de uma Copa do Mundo jogada no sacrifício, não há mesmo muitos troféus relevantes a exibir na prateleira, não obstante os muitos prêmios pessoais.

Mas, mesmo não pretendendo ser muito mais que “il bimbo d'Oro” de Roma (caso contrário não teria permanecido na capital italiana), Totti atraiu os olhares de todos. Foi aplaudido de pé em diversos estádios do mundo. Colecionou respeito e admiração por onde passou, e ao final de sua longa carreira recolheu o reconhecimento até de seus mais perversos detratores:

“IL NEMICI DI UNA VITA SALUTANO FRANCESCO TOTTI”

Os inimigos de uma vida saúdam Francesco Totti, foi a faixa erguida pelos ultras da arquirival Lazio. É triste perceber que, num momento assim histórico para os romanistas, as palavras mais lúcidas parecem vir do lado azul de Roma:

“De qualquer forma, e especialmente nestes tempos, você alcançou um objetivo que merece respeito. O respeito que você não recebeu de seus fãs e de seu clube, pelos quais – dizemos isso sinceramente – sentimos muito. Nós nunca deixaríamos que um jogador como você fosse tratado assim. Nós nunca observaríamos silenciosos o que eles fizeram e o que eles estão fazendo com você. Ninguém te defende agora e, logicamente, nós não podemos fazer isso. Nós não guardamos rancor pelas camisetas e pelas piadas que direcionou a nós. Elas aconteceram e, de fato, precisam estar lá – estamos em Roma e é assim que funciona. Apesar disso, cumprimentamos um oponente que, depois de todos esses anos, deixa os gramados como o melhor dos inimigos”

A carta debochada (tanto quanto respeitosa) dos ultras da Lazio trouxe à tona o questionamento que permeou o pensamento de todo romanista no decorrer deste ano: é inacreditável que a Roma tenha permitido o constrangimento pelo qual seu maior ídolo foi obrigado a passar na reta final de sua carreira, relegado ao banco de reservas, um ícone empoeirado, uma peça de exibição. Em muitos jogos sequer entrando, noutros participando de dois ou três minutos finais de um jogo já resolvido.

O comando de uma equipe, é claro, é de seu treinador. É ele quem vive a rotina dos treinos e por isso deve saber quem merece ser escalado. Por isso, a opção de escantear um gênio (mesmo que quarentão) como opção de jogo é plausível e justificável, desde que haja motivo técnico pra isso. Não parece ser o caso, especialmente quando víamos o capitano ser preterido por nomes como Juan Jesus e Mario Rui.

Não vale tapar o sol com a peneira. A rixa do capitão com o comandante da equipe existiu e é conhecida por todos e, apesar dos panos quentes que a encobriram, ainda notória.

Não é preciso ir longe para lembrar que, nas oportunidades em que teve no ano passado, Totti demonstrou que ainda era o diferencial de uma equipe sem grandes destaques. Mesmo sem correr muito em campo (Didi, o “príncipe etíope”, outro dos gênios da história, já dizia: “quem precisa correr é a bola”), o veterano capitão continuava sendo decisivo no passe milimétrico, nas assistências, no posicionamento na área. Foi assim no empate contra a Atalanta e na vitória heróica contra a Torino, em que mudou a história do jogo com apenas dois toques na bola. Impossível não mencionar, também, o empate contra a Lazio, com dois gols do capitano, numa atuação tão honrosa que mereceu ser eternizada numa selfie.

Apesar disso tudo, este ano, Spalletti (e esta será a única vez que este nome será mencionado) parece ter perdido a paciência com o ídolo giallorossi e resolveu, sem mais nem menos, sem uma só explicação, tirá-lo de cena, justo no ano de sua despedida. Talvez se sentisse ofuscado, quisesse um pouco mais de atenção e reconhecimento da parte dos romanistas, o que parece ter demonstrado em alguns choramingos à imprensa. Não sei.

Talvez esse papo de “amor à camisa” seja anacrônico, romântico demais, não cabe no futebol moderno. Ora, se a própria Roma rendeu-se às cifras milionárias da indústria do futebol, estando hoje entregue ao comando de um empresário americano muito pouco interessado no “soccer”, tampouco na história de um ídolo quarentão.

No entanto, é bom lembrar que, ainda que num cenário assim tão desfavorável, sendo defenestrado por seu treinador, esquecido por seus dirigentes, Totti manteve-se leal ao seu trabalho na Roma, comparecendo aos treinos e participando assiduamente, sempre suando a camisa em Trigoria, mesmo sabendo que amargaria o banco de reservas no dia da partida. Sabemos que outros gênios e ídolos do futebol não tolerariam tal situação com tamanha resignação.

O fato é que Totti, como jogador, não se exauriu, o que deixou claro nas poucas linhas que escreveu anunciando sua despedida do Olímpico: “sinto apenas que meu amor pelo futebol não passa, é a minha paixão. (…) Estou pronto para um novo desafio”, disse ele.

E está certo. Destinos não lhe faltarão. Até que ponto vale a pena pagar o preço do “amor à camisa”? Perde a Roma, mas Totti continua para o mundo, que ainda poderá apreciar o “bis” do show daquele que é um dos últimos mágicos do futebol.

Assim, encerra-se o reinado de Francesco Totti: capitão, gladiador e último rei de Roma (1992 d.C. - 2017 d.C).

@jonsaaa (Juazeiro do Norte - CE)

O amor é algo indescritível, não existem palavras que possam explicar este sentimento e quando tentamos sempre acaba em exemplos. O meu exemplo do que é amor será sempre tu, e aquele sentimento que sempre teve para com a Roma e nós temos por você. Foram anos de sofrimento, apenas aqueles que acompanharam sabe como sempre foi difícil, várias situações lutando contra, vários anos que para nada serviram, mas você sempre esteve lá, sempre apoiou e acreditou na sociedade, sempre foi a base de tudo. Perante tudo isto, e apesar de não representar nada além de um mero innamorato, assim como você, por este time, tenho apenas que pedir desculpas por qualquer coisa que fizeram para ti, e acima de tudo, com os olhos marejados, dizer: GRAZIE FRANCÈ

@MarioSamuel (São José dos Campos/SP)

Caro Francesco, gostaria que soubesse que esse domingo será o pior jogo de futebol da minha vida. Esse domingo, meu ídolo deixará os campos de futebol.

Capitano, você para mim, não representa somente um jogador, você representa um clube, você representa uma cidade, você nos representa em campo. A cidade de Roma perderá um dos seus monumentos e o clube AS Roma perderá seu símbolo. Quantos jogadores disseram "sim" a Roma por sua causa? Quantos conheceram a Roma por sua causa? Quantos começaram a torcer pela Roma por sua causa? Eu digo que sim para as duas últimas perguntas.

Totti, agradeço por realizar o sonho de muitos. Jogar no seu clube do coração, vestir a camisa 10 e ser capitão. Qual amante do futebol não queria isso? Entretanto, você foi mais. Você levou o nome do clube no coração, você representou a cidade como poucos. Totti é Roma!

A camisa 10 sentirá sua falta, mas espero que ela permaneça acessível para que todo jovem torcedor romanista tenha o sonho de vesti-lá, tenha o sonho de ser Totti. Você será o exemplo de jogador de futebol para os meus filhos, pois você honrou a camisa, a torcida e a cidade.

Real Madrid, Milan, Juventus, Manchester United podem ter títulos, porém eles não tiveram Totti. Obrigado, Capitano Eterno! Muito obrigado!

@williamguterrez (Porto Alegre - RS)

Mio capitano dá Dove cominciare

ti ho incrociato una volta all inizio di questa Lunga giornata

âncora non Eri l'icona meravigliosa eterna di oggi

Che tu sua âncora Felice professionalmente e non ti curar do chi sputa veleno invidiosi Della tua luce!!

@MaurizioSpina63 (Rio de Janeiro - RJ)

Não será um domingo fácil para todos romanistas da Itália e de todo o mundo. Aos 40 anos Totti vai se aposentar, para nós romanistas nunca houve e haverá outro como ele, um bandeira romano fiel e que ama Roma. Com 307 gols ninguém marcou mais do que ele com a camisa giallorossa, serviu a Roma como um digno filho que ama sua cidade e sua squadra.

Não, Totti não colecionou mesmo muitos títulos na carreira. À exceção de uma Copa do Mundo jogada no sacrifício, não há mesmo muitos troféus relevantes a exibir na prateleira, não obstante os muitos prêmios pessoais.

Em meu coração este dia parecia estar longe, isso porquê o desejo é você ficar conosco pra sempre e nunca mais se aposentar, não estou e nem estarei preparado pra isso. Mas é um ciclo que sobrevêm a todos heróis e ídolos, esta hora chega pra cada um destes e chegou a tua vez, triste domingo será este! Um garoto que saiu das arquibancadas e virou ídolo, que escolheu a Roma ao invés da Lazio para brilhar no olímpico de Roma, que defendeu o romantismo no futebol que hoje pouco existe ou sei lá se ainda existe.

Minha paixão começou contigo, bons tempos quando você já era ídolo e eu entrei com o bonde andando, já era amado em Roma e você estava na busca do teu e do nosso primeiro título italiano. Anos 2000 e 2001, época do colégio, pra saber de ti e da Roma era através dos jornais de segunda e na tv na hora do almoço, não me esquecendo também de algum domingo esperando ouvir os resultados do calcio que saíam bem tarde da noite. Em 2001 sua busca teve êxito, nos trouxe um scudetto que nunca foi e será esquecido. Os anos passaram e muitas coisas tem mudaram, muitas para melhor, mas você continuou conosco, nada lhe fez nos abandonar e sair da cidade, meu amor e paixão por ti e pela Roma aumentou ainda mais!

“De qualquer forma, e especialmente nestes tempos, você alcançou um objetivo que merece respeito. O respeito que você não recebeu de seus fãs e de seu clube, pelos quais – dizemos isso sinceramente – sentimos muito. Nós nunca deixaríamos que um jogador como você fosse tratado assim. Nós nunca observaríamos silenciosos o que eles fizeram e o que eles estão fazendo com você. Ninguém te defende agora e, logicamente, nós não podemos fazer isso. Nós não guardamos rancor pelas camisetas e pelas piadas que direcionou a nós. Elas aconteceram e, de fato, precisam estar lá – estamos em Roma e é assim que funciona. Apesar disso, cumprimentamos um oponente que, depois de todos esses anos, deixa os gramados como o melhor dos inimigos”

Muitos se perguntam o porquê de eu ser romanista, tantos times europeus e só eu romanista, mas sei muito bem o que é ser romanista depois de muitos anos, você sabe muito mais do que eu e milhares de outros. Mas não me sinto sozinho, tenho muitos irmãos espalhados pelo país e pelo mundo, nosso sentimento é um só, mas neste domingo sentiremos um vazio e uma ingrata tristeza, sua despedida nos arrancará um pedaço, partirá nosso coração. Puxa vida Francesco, segunda-feira sua vida irá mudar e a minha também, vou sentir sua falta aos domingos e algumas quartas e sábados, qualquer dia da semana você nos fará falta!

Sua despedida não será do jeito que esperávamos, você merece muito mais do que isso, queríamos lhe ver maisvezes em campo, ver seus passes e sua genialidade única! Eu queria lhe ver jogar mais uma temporada, mais uma eu ficaria feliz, esse sentimento de você estar por perto e presente sempre estará comigo, só tenho gratidão por ti e por tudo que nos proporcionou.

Tu és único e sempre será, minha paixão pela Roma continuará o mesmo e sei que a sua também, mas sem você terei que me acostumar no dia a dia, quando vier um fim de agosto ou um começo de setembro não mais verei a seguinte manchete estampada em revistas ou jornais:

"A Roma começa o campeonato com Francesco à jogar mais uma temporada"


Mas sempre vinham algumas de praxe que eram, "entra ano sai ano e Totti ainda é o trunfo da Roma ou a principal peça!"

Obrigado por fazer parte da minha juventude e hoje de minha vida adulta, teve um início e agora um fim, mas não é o fim de tudo, isso porque você ficará guardado aqui dentro e em minhas conversas nessa vida que segue.

Muitos irão saber sobre você, sua história; sua fidelidade; suas jogadas e seus gols inesquecíveis. Sua determinação e vontade de jogar uma copa do mundo em 2006 depois de uma grave contusão me fez ver o quanto ama teu país, a melhor geração italiana que vi jogar e que considero uma das melhores!

Não sei qual será seu novo desafio mas só desejo que você seja feliz, seja o que tu fizer de sua vida nesta segunda-feira em diante "seja sempre feliz."

A vida segue e os companheiros irmãos romanistas continuam firmes e fortes, pois o sentimento e o amor por Francesco e pela Roma são únicos, não estou sozinho e nunca estarei, mesmo não tendo um giallorosso irmão por perto tenho "os fellas" junto á mim e o portale romanista.

Vai com Deus Francesco, obrigado por tudo, a festa não será mais a mesma, obrigado por fazer parte da minha vida, serei grato sempre, te amo!

Joaquim Paulino de Oliveira Neto (Votuporanga -SP)

Chegou! Sempre foi difícil de imaginar a Roma sem Totti, mesmo nas últimas temporadas onde amargou injustamente o banco de reservas, se fez homem e ídolo no clube, nunca vestiu outra camisa além dessa, ver a Roma sem você vai ser difícil, obrigado por tudo capitão! Seja feliz em todas as esferas, pois você merece. Cabe uma frase do "Band" de um dos episódios da série Band of Brothers, quando o Major Winters citou um trecho de uma carta que recebeu do Sargento Mike Ranney;
"Eu guardo as lembranças de uma pergunta que o meu neto me fez outro dia quando me disse:

"Vovô, você foi um herói na guerra? " Vovô disse "não ... mas eu servi em uma companhia de heróis."

Tenho certeza que Totti guarda o mesmo sentimento pela Roma. Vida eterna a Francesco Totti!

Juarez Carlos de Moura Junior (São Paulo - SP)

Se estivesse em algum canto da Curva Sud no último domingo, quando pela última vez a camisa 10 com aquelas cinco letras estiveram no gramado do Olímpico, é provável que estivesse chorando copiosamente como tantos torcedores enquadrados pelas câmeras. Mas talvez meu choro carregue algo mais individualista que dos outros milhares de romanistas espalhados pela bota. Não sei se são lágrimas por Francesco ou por mim.

O adeus de Totti talvez simbolize o final de um encantamento mágico com o futebol, de um sentimento que parecia ser eterno, mas que não encontra mais eco algum na realidade. Como se tivesse sido trancado em uma gaveta. Um último suspiro de torcedor. A bola e eu, fomos aos poucos nos afastando, mesmo quando estávamos próximos.

Sonhei em trabalhar como jornalista esportivo, em ver ídolos e jogos incríveis de perto, mas, aos poucos, a realidade cruel do negócio, das negociatas, do capital, o moderno e elitista, fizeram com que a paixão se tornasse quase aversão. Queria que todos fossem como Totti, que soubessem que 'sua casa é a coisa mais importante'. É uma ilusão. Poucos podem escolher a própria casa, poucos têm o privilégio de estarem sempre onde querem estar.

Não é culpa de Francesco, e em parte o adeus foi uma pancada ainda mais forte por saber que também eu não estive mais lá. Que passei a trocar os domingos em que xingava e torcia em frente à TV por plantões, trabalho, rotina. Que minha casa já não era a coisa mais importante, tampouco a Roma ou os gols. Nem o esforço de um cara sempre alvo de duras pancadas, com placas e pinos no tornozelo. Desculpe, Francesco.

Parei de sofrer com Totti, deixei que tudo fosse um resumo rápido, uma olhada no resultado, um vídeo de melhores momentos. Sem dor, mas sem alegria. Profissional, como pedia um futebol de arenas assépticas, declarações pasteurizadas e resultados quase sempre previsíveis. As próprias palavras escolhidas pelo eterno capitão explicam bem, porém, o abismo entre o sonho de criança e a realidade que vem bater à porta.

“Nós temos que crescer. Amanhã, você será um adulto. Tire esse calção e essas chuteiras, porque a partir de hoje você se torna um homem. Você não poderá mais aproveitar o cheiro da grama, o sol em sua face enquanto parte para cima do adversário, a adrenalina consumindo você, a alegria de comemorar um gol”

São as memórias afetivas, o sofá junto ao meu velho, as cores incríveis do uniforme e aquele sol meia-sombra no gramado olímpico. São os toques de primeira, os 'cucchiaios', as vitórias herculanas sobre rivais milionários, nem sempre jogando limpo

Tenho 28 anos, quase o mesmo tempo em que Totti vestiu a camisa da Roma. Assim, as duas coisas sempre estiveram totalmente fundidas. Até o último domingo. Pareciam eternamente conectadas e não conseguia entender a existência de um sem outro.

E imensa parte dessa história fica agora no vestiário do Olímpico, um estádio que mesmo lotado, terá a sensação de vazio, de que algo falta. Talvez a vida seja sobre envelhecer, sobre entender a visita cruel do tempo. Tentar controlá-lo, mesmo sabendo quão impossível é. Talvez seja sobre conseguir abandonar coisas pelo caminho, entender que é a hora de partir e que, como diz o poeta Antônio Machado: 'Caminhante, não há caminho. Faz-se o caminho ao andar'. Ou talvez seja sobre uma segunda chance, uma redenção. Esse abismo entre o que somos o que gostaríamos de ter sido. Também procuro algumas dessas respostas, Francesco. Se encontrar, me avise, por favor...

@Renan_Tondato (Rio de Janeiro - RJ)

A minha simpatia, torcida e paixão pela Roma surgiu espontaneamente. Quando tudo começou, eu tinha apenas 6 anos e o nosso camisa 10 e o meu melhor "jogador de botão" ainda era Giuseppe Giannini. Lembro-me muito pouco da minha relação com a Roma nessa época (por razões óbvias). Em 1999, com acesso à internet e aos mais variados canais de esporte, eu redescobri o sentimento pela camisa giallorossa. A camisa 10 já tinha um novo dono e ele era Francesco Totti. Desde então me senti como num relacionamento à distância, criei um laço forte de afeto e carinho por um time que nunca vi jogar no estádio, de um ídolo que não fala o mesmo idioma que o meu e amar uma cidade que sequer um dia pisei. Meus amigos não entendem isso e eu também não sei explicar, apenas sinto. O dia 28 de maio será sempre lembrado como o último jogo oficial de Totti defendendo a fé romanista, inclusive deveria ser um feriado nacional, por que não mundial? A lembrança que Francesco Totti deixou em nossos corações, como jogador, foi de exemplo de amor e lealdade ao seu clube e a sua gente.

O símbolo de uma cidade, e não é qualquer cidade! Salve Francesco Totti!

André Mitidieri - Deco (Rio de Janeiro-RJ)

F R A N C E S C O T O T T I
  • Francesco Totti


    Nasceu em Roma no dia 27 de setembro de 1976. Começou a jogar bola ainda criança em um campinho de areia no bairro San Giovanni na sua cidade natal Roma. Depois se tornou campeão italiano, depois campeão do mundo, artilheiro da Itália e da Europa. É atualmente o segundo maior goleador de toda a história da Série A. Dedicou toda a sua carreira profissional a uma única razão.

    info@portaleromanista.org



© 2004 PORTALE ROMANISTA BRASIL UMA FÉ QUE NUNCA TEM FIM