Tem que melhorar

Hoje começou a se escrever a história desse que talvez seja o grupo mais equilibrado desta edição da UCL. Chelsea, com seu elenco milionário e seu técnico superstar, e Atletico de Madrid, que nos últimos anos vem se mostrando um osso duro de roer quando se trata de competições europeias, andam se parecendo mais com favoritos, diante de uma Roma que vem passando por um processo de mudanças substanciais tanto dentro quanto fora de campo. Nesse contexto, não há muito espaço para tropeços, principalmente em casa. Não começou bem, embora, no fim das contas, o empate sem gols com os colchoneros não foi de todo ruim (santas intervenções de Alisson, o melhor em campo pela Roma). No próximo jogo, contra o Qarabag, fora de casa, a Roma precisa trazer os três pontos. Convenhamos que, num grupo tão equilibrado, o time do Azerbaijão é considerado o bonus game.

Síntese: La Repubblica

Champions: Roma-Atletico Madrid 0 a 0, Alisson salva os giallorossi. O goleiro brasileiro, em noite de graça, conclui pelo menos cinco defesas decisivas e impede os colchoneros de conquistar o Olímpico. Decisivo também Manolas, autor de um intervento em cima da linha no primeiro tempo. Bola na trave de Saul no final. Os donos da casa recriminam por dois penaltis negados.

Por: Jacopo Mandredi

ROMA - Com sofrimento, mas também grande orgulho, a Roma segura o 0 a 0 diante de um ótimo Atlético de Madrid e leva pra casa um ponto empilhado de confiança no grupo de ferro da Champions League. Os giallorossi arriscaram muito contra a equipe de Simeone que no segundo tempo veio pra cima prepotentemente, desfrutando uma evidente melhor condição atlética. Apenas um grande Alisson, autor de pelo menos quatro intervenções decisivas, e a escassa lucidez dos atacantes “rojoblancos” evitaram para a Roma uma derrota que teria complicado muito o caminho na Europa.

Em uma noite difícil, Di Francesco fora bravo em entender que tinha que mudar alguma coisa para ir de encontro ao seu elenco, em neta dificuldade no segundo tempo. Por uma vez deixou de lado o seu caro 4-3-3 e, com Fazio no lugar de Defrel, fechou com um “mazzoniano” 5-3-2 que lhe consentiu de encerrar o jogo pelo menos com o gol inviolado. Um experimento que dificilmente se repetirá, mas que dá ideia da inteligência tática e da humildade do técnico giallorosso. É paradoxal, mas em um jogo no qual quase sempre tinha que ter cuidado em ter que conter a Roma volta para casa também com um amargo na boca por uma série de episódios duvidosos na área adversária que provavelmente teria merecido de ser sancionado com o pênalti que o arbitro sérvio Mazic, ao contrário, preferiu passar por cima.

No final Di Francesco decidiu de escalar o recuperado Bruno Peres na posição de lateral direito e não Florenzi e depois escolheu Juan Jess para partner de Manolas ao invés de Fazio. No fronte oposto, Simeone surpreendentemente excluiu Carrasco e preferiu no meio campo Thomas. Na esquerda escalou Koke, empurrando Saul para a direita. Enfim deixou Vietto ao lado de Griezmann preferindo-o ao invés de Correa e Gameiro. O Atlético partiu forte: chegou perto do alvo em contra-ataque com Saul e depois empenhou em outras duas vezes Alisson com Koke e Vietto. Passada a tormenta a Roma reergueu sua linha e se colocou a mostra pela primeira vez pros lados de Oblak com uma conclusão de esquerda de Defrel. Aos 23’ os giallorossi foram visto penalizados pelo arbitro Mazic que não concedeu o pênalti por um toque de mão claro dentro da área de Vietto em um cruzamento de Perotti. O jogo pegou fogo e as ocasiões apareceram: o Atlético chegou muito perto do gol por três vezes com Griezmann (2) e Koke, que viu Manolas tirar seu gol em cima da linha depois de uma conclusão certeira de esquerda. A Roma replicou empenhando severamente Oblak com Nainggolan e depois falhando por pouco a mira nos chutes de Perotti e Dzeko.

No segundo tempo um chute de longe de Felipe Luis, defendido por Alisson, fez entender as intenções de Atletico de querer mudar o passo. A Roma, cansada, começou a chegar nas bolas com atrazo, mas os “colchoneros” não aproveitaram. Vietto sozinho diante de Alisson, chutou em cima do goleiro, Saul de boa posição, não aproveitou um cruzamento perfeito de Juanfran. Simeone buscou a vitória inserindo Correa, no lugar de Vietto e Carrasno, saindo Gabi e a Roma tremeu ainda mais: Ficou por conta de Alisson em manter o jogo vivo com duas ótimas defesas nas conclusões dos dois recém entrados.

Di Francesco inseriu Fazio e a Roma retomou o campo e a coragem. E justo em uma das poucas ações ofensivas, Kolarov fora visto ser obstruído por Juanfran dentro da área. Penalti para todos, mas não para Mazic que prosseguiu o jogo. O Atletico provou até o fim e a ultima dupla ocasião falhadas por Saul que, em pleno acréscimos depois de uma cabeçada, rebatida por um estrepitoso Alisson, chutou na trave a bola do gol. E a Roma assim pode esperar ainda.

@jacopomanfredi

ROMA (433):Alisson, Bruno Peres, Manolas, Juan Jesus, Kolarov, Strootman, De Rossi, Nainggolan(Pellegrini 79'), Defrel(Fazio 68'), Dzeko(El Shaarawy 89'), Perotti

ATLETICO(4-3-3): Oblak; Juanfran, Savic, Godin, Filipe Luis; Koke, Thomas, Gabi (17' st Carrasco), Saul; Vietto (13' st Correa), Griezmann (34' st Gaitan). A disp.: Moyà, Lucas Hernandez, Gimenez, Torres. Téc.: Simeone

Cartões: Perotti

F I C H A
  • ROMA 0-0 ATLETICO


    Árbitro: Milorad Mažić (Sérvia)
    Acréscimos: 0'pt e 3'st
    Escanteios: 7 a 5 para o Atletico
    Público: 36.064


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