Estádio San Siro - MILÃO 01/10/2017 - 13:00  (18:00  local time )

7ª  Rodada,  CAMPEONATO

MILAN-ROMA
Associazione Calcio Milan
0-2
Associazione Sportiva Roma

A Roma de 2017 ou o 2017 da Roma?

A temporada apenas começou mas em poucos jogos já podemos tirar conclusões. Após a saída de Rüdiger e Salah por quantias significativas, e em ano de UCL, com um mercado que realmente prometia, os torcedores ficaram decepcionados com as contratações. Menos que promessas ou meras peças de reposição, estamos com uma equipe de menor qualidade. Salvo a chegada de Kolarov, poderiamos dizer q o mercado foi desastroso. Contudo, a equipe se mantém aguerrida - à melhor maneira Nainggolan de ser - e vem conseguindo resultados importantes. Apesar do grupo complicado, mantém-se viva na Champions e descansa nas primeiras posições da tabela do Calcio - ainda com uma partida a menos. O jogo vem encaixando e vemos uma Roma pragmática e cínica em campo. A defesa ainda é vacilante, mas contamos com real poderio ofensivo. Será a boa vitória de hoje em Milão, um prenúncio? Mesmo com início de temporada questionável, esse ano nos reservará gratas surpresas?

@gabrielfgallo

Síntese: La Repubblica

Dzeko e Florenzi fazem Di Francesco sorrir. Os giallorossi passam em San Siro graças aos gols do bósnio e do azzurro e lançam um claro sinal para a corrida a Champions. Os rossoneri demonstram de serem ainda uma equipe em construção.

Por: Enrico Curro

MILÃO - Vencendo no San Siro com uma fuga decisiva a cavalo da meia hora do segundo tempo, a Roma esclareceu duas coisas: que na corrida da Champions deve ser considerada mais que nunca uma candidata que o Milan, ao contrário, é ainda uma equipe em plena construção, para poder aspirar a mesma posição. A diferença veio a tona justo no momento decisivo da partida, quando os técnicos abandonaram parte da cautela com a qual haviam iniciado. A necessidade prioritária de não se arriscar havia dado inicio a um primeiro tempo de notável prudência, que se deu por uma série de duelos individuais, que resultaram mais em força. Seja Montella que Di Francesco limitaram os ataques de ambas equipes em combates centrais, para recuperar a bola prostrados na metade do campo defensivo e tentar quebrar o break do desempenho adversário. Os espaços eram muito congestionados, o que induziu muitas vezes a lançamentos longos frontal para Kalinic de um lado e para Dzeko do outro: não se pode dizer que não tenha beneficiado o espetáculo.

PRESSÃO UNIA ALTERNATIVA - A pressão fora eficaz somente em parte: para o Milan sobretudo na zona de Bruno Peres, um pouco propenso a se complicar na função de lateral direito. Manolas e Fazio, fechando com luta sobre André Silva no qual se sobressaiu com superior peso, em relação as ausências do companheiro: de fato a dupla André Silva-Kalinic, verdadeira novidade no domingo milanista, quase não conseguiu se colocar a mostra. Sob o outro fronte El Shaarawy, movendo-se por toda sua faixa em duelo com Borini colocou em apreensão sua ex-equipe, mas Dzeko ficou um pouco isolado. Segundo o assim dito esquema tático, a primeira ocasião veio justo sobre pressão, com um lançamento errado de Donnarumma. Strootman, porém, não aproveitou do presente do goleiro e de mais de trinta metros tentou um arremate desequilibrado.

ZERO INVENTIVO - Na direita Borini teve que muitas vezes gerir a fase final da ação do Milan, justo pela ausência de outras alternativas. Não o ajudou o pé, mas esteve mais ativo. Florenzi, escalado como ponta direita ofensivo da Roma, buscou desfrutar os avanços de Rodriguez para se colocar na área, mas fora bloqueado por Romagnoli. Bonucci encontrou autoridade. Ainda em pressão, sob bola perdida de Musacchio, Dzeko encontrou espiráculo do primeiro tempo: esquerda rebatido de escanteio. O duelo entre os dois registas recuados, De Rossi e Biglia, se resolveu em substancial empate, mesmo pelas poucas faíscas acesas das respectivas meia canchas defensivas, Nainggolan-Strootman e Kessié-Calhanoglu, com o turco particularmente decorativo. Nem o cenário mudou com a lesão de Strootman, espremido no meio campo pelo companheiro Fazio em um involuntário contraste aéreo. Pellegrini herdou aos trinta minutos as tarefas do holandês e procurou sem sucesso a percussão, bloqueado por uma flexível rasteira central, assim como inócuo se revelou uma rasteira de lado de Calhanoglu e saída aventurosa de Alisson fora perdoada pelos poucos vorazes atacantes do Milan.

OS PUNHOS DE DZEKO - A ascensão real da partida se fora vista no segundo tempo, pouco depois do cartão amarelo aplicado a Dzeko por protesto (no primeiro tempo o cartão ficou para Calhanoglu por uma entrada por trás sobre Bruno Peres). Quando a Roma provou uma variação sobre o tema, com uma movimentação de Florenzi mais para o meio, assumiu uma postura mais ofensiva e os espaços entre os setores se abriram. O Milan então desfrutou da sua defesa a três, que lhe garantia suficiente cobertura, para propor o jogo sobre as faixas e desequilibrar a Roma. Um cruzamento em arco de Rodriguez não fora aproveitado com gol aberto por André Silva. O primeiro dos dois goleiros a mostrar trabalho fora Donnarumma, reativo sob Florenzi, que havia escapado com perfeição sobre o passe na medida de Pellegrini. Alisson da mesma forma se mostrou pronto no arremate de direita de Bonucci e depois sobre um voleio de Kalinic servido por André Silva. Mas no duelo de pancadas os socos da Roma faziam mais mal, sobretudo daqueles de peso máximo Dzeko. O qual, em cinco minutos, derrubou o Milan, tirando Musacchio.

O primeiro soco veio em lançamento de Pellegrini, o qual com crescente autoridade agradou ao treinador azzurro Ventura. O centro-avante se desvencilhou de Musacchio e do limite da área desferrou o chute do 1 a 0, desviado por Romagnoli. Pouco mais tarde deixou na saudade dois marcadores incautos, em particular Musacchio, e em assistência de Kolarov da linha lateral depois da intervenção de Nainggolan. O rebate de Donnarumma em um chute diagonal do belga fora receptado por Florenzi. O gol do jogador da seleção italiana deixou o técnico azzurro feliz também. Restava pouco mais de quinze minutos para a improvável reação, confiada de Montella para Cutrone, que entrara no lugar de Kalinic. Não houve tempo nem mesmo o tempo de verificar o eventual efeito da mudança, porque Calhanoglu, com a falta do segundo amarelo, deixou a equipe em 10 e acabou com as esperanças já muito reduzidas. O publico milanista, aos poucos calado, tomou nota do resultado: o risco é de um outro inicio anônimo.

@enricocurr

MILAN(352): Donnarumma; Musacchio, Bonucci, Romagnoli; Borini (84' Bonaventura), Kessie, Biglia, Çalhanoglu, Rodríguez; Silva, Kalinic (79' Cutrone). A disp.: Storari, Donnarumma, Paletta, Zapata, Abate, Calabria, Mauri, Locatelli, Montolivo, Suso, Téc.: Montella

ROMA(433): ALISSON,  BRUNO PERES,  MANOLAS(86' JUAN JESUS),  FAZIO,  KOLAROV,  STROOTMAN(30' PELLEGRINI),  DE ROSSI,  NAINGGOLAN,  FLORENZI,  DZEKO,  EL SHAARAWY(79' GERSON)

Cartões: Expulso Çalhanoglu 80'. Amarelos para Biglia e Dzeko

F I C H A
  • MILAN 0-2 ROMA


    Árbitro: Luca Banti (Livorno)
    Acréscimos: 2' pt,  3' st
    Escanteios: 5 escanteios cada
    Público: 61898

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