Nada de novo sob o sol

Torcer para a Roma é uma prática masoquista. Sempre que achamos que estamos vacinados contra os vacilos costumeiros do time eles dão um jeito de nos surpreender. As autuações boas contra o Chelsea na champions league e algumas vitórias magras e suadas nas primeiras rodadas da Serie A nos fizeram acreditar que talvez finalmente desenvolvemos um pouco da 'mentalidade vencedora' que tanto falamos, no entanto foi um truque só pra baixar nossa guarda e nos fazer sofrer mais com esses lixos de resultado do fim de ano. O jogo contra a Atalanta foi um lixo, desde o começo o time de bergamo esteve muito a vontade e aproveitou as falhas da Roma pra fazer 2-0 e controlar o jogo. Será mais uma temporada magra pra nós. Precisaremos ainda de muita paciência.

Síntese: Gazzetta dello Sport

Serie A, Roma-Atalanta 1-2: golpe dos bergamaschi em dez. Marcam logo no início Cornelius e De Roon, depois o holandês é expulso (assim como o técnico Gasperini). Não basta o gol de Dzeko

Por: Andrea Pugliese

A crise da Roma agora é sem fim. Depois das ultimas frustrações, a equipe de Di Francesco cai em casa com a Atalanta e sai da zona Champions, ultrapassada na classificação pela Lazio. A vitória da Atalanta chega com o gol de Cornelius e De Roon construídos nos primeiros vinte minutos de jogo, mas fazendo as contas foi uma vitória mais que merecida. Até quando estava em mesmo número a equipe de Gasperini sempre teve a bola do jogo, chegando próximo dos 3 a 0 mais vezes. Depois o árbitro Massa expediu às pressas para os vestiários de Roon e a Roma reencontrou um pouco de coração, com Dzeko que finalmente voltou a marcar gol. Porém não bastou, a crise está instaurada. E a exclusão de Radja Nainggolan por procedimento disciplinar é destinado claramente a deixar rescaldo.

CONTINUIDADE NEROAZZURRA - Di Francesco escolhe a formação anunciada, com Gonalons regente no lugar de De Rossi e Strootman titular pela ausência de Nainggolan (que assistiu o jogo sentado entre Totti e Monchi). Gasperini, ao contrário, na frente prefere Cornelius e Petagna e como meia Ilicic, mandando para o banco Cristante. Depois do discurso de Monchi na metade da semana, quem esperava uma Roma briguenta e dominadora ficou logo frustrado. Os giallorossi até iniciam bem (dois chutes de fora de Pellegrini e El Shaarawy defendidos por Berisha), mas logo perdem as ideias e referimentos. Gonalons erra mais uma partida e os dois externos da defesa são um desastre: Florenzi é ridicularizado por Gomez em diversas circunstâncias, Kolarov vive desequilíbrios ofensivos, deixando espaços infinitos onde se insere sempre Cornelius. Assim primeiro Gomez instaura medo dentro da área, depois aos 14 minutos a Atalanta passa: erro de Gonalons na construção, contra-ataque e bola para Cornelius, que tira de Fazio e coloca a bola do lado oposto. A Roma sente o golpe e aos 20’ os visitantes ampliam: Gomez faz aquilo que quer de Florenzi e serve De Roon uma boa assistência, chute de prato que engana Alisson (cúmplice de um desvio de Manolas). O sulco é aberto, com a Roma que pressiona no vazio e a Atalanta que mostra qualidade e toque de bola. Assim Gomez e Cornelius chegam perto dos 3 a 0 pelo menos em circunstâncias, com Freuler que aos 37 minutos por muito pouco não marca em (bola na trave em um chute de fora da área). A reação da Roma? Toda em uma cobrança de falta de Kolarov (desviada fortuitamente por Dzeko) que aos 31’ faz gritar gol em um contra-ataque de Dzeko aos 42’ no qual chute em giro termina por muito pouco fora. No final do primeiro tempo, então, a expulsão do atacante De Roon pelo segundo amarelo - sobre Kolarov - que parece severo (e de fato Gasperini protesta e acaba nos vestiários também).

AS TENTATIVAS ROMANISTAS - O segundo tempo se abre com uma série de sustos na área giallorossa, com um chute defendido de Gomez e uma cabeçada de Palomino um pouco alta. Depois Di Francesco decide passar para o 4-2-4 (dentro Schick), enquanto o Atalanta já no início do segundo tempopassa ao 4-4-1 (dentro Cristante, com Spinazzola na função de lateral esquerdo até a entrada de Masiello). Com um homem a mais a Roma porém encontra coragem e ao onze minutos encontro também o gol: verticalização de El Shaarawy para Dzeko, que de esquerda queima Berisha na corrida. O gol restitui o fôlego e coragem da equipe de Di Francesco, que depois chega perto do empate com um torpedo de fora de Kolarov que passa muito perto. Terminado então o impacto brigador , as ideias e ocasiões desaparecem. Assim aos 31’ Di Francesco descarta na mesa Under, com Perotti na mediana e uma Roma super-ofensiva, com 5 atacantes de oficio. Aos 34’ é Florenzi que tenta de fora, mas com resultados aproximativos. Depois os últimos atos de esperança giallorossa: aos 42’ é El Shaarawy que tenta duas vezes seguidas, mas em sua frente tem Masiello, aos 48’ bola baixa de Kolarov que corta toda a área sem que ninguém consiga colocá-la para dentro. Termina assim, com a Roma que mergulha na crise mais profunda e a Atalanta que goza de uma vitória sofrida, mas merecida.

@Puglio11

ROMA (433):Alisson, Florenzi(Bruno Peres 83'), Manolas, Fazio, Kolarov, Pellegrini(Schick 52'), Gonalons, Strootman(Under 75'), El Shaarawy, Dzeko, Perotti

ATALANTA (3-4-1-2): Berisha; Toloi, Caldara, Palomino; Hateboer, de Roon, Freuler, Spinazzola; Ilicic (1′ st Cristante); Gomez (4′ st Masiello), Cornelius (16′ st Petagna). (31 Rossi, 91 Gollini, 28 Mancini, 8 Gosens, 32 Haas, 21 Castagne, 27 Kurtic, 7 Orsolini, 20 Vido). Téc.: Gasperini.

Cartões: Caldara. de Roon expluso devido ao segundo amarelo, téc. Gasperini expulso por protesto

F I C H A
  • ROMA 1-2 ATALANTA


    Árbitro: Marco Guida (Pompéia)
    Acréscimos: 0’pt e 3’st
    Escanteios: 12 a 7 para a Roma
    Público: 32.863


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