Feliz Ano Velho!

No italiano não existe meio termo e sim as respostas definitivas depois dos meses de novembro e dezembro como sempre muito claras: na frente quem tem “realmente” bala na agulha e está preparado para brigar pelo título. E se verificamos a classificação ela é coerente e dolorosamente, para nós romanistas, muito honesta. Eis aqui a Roma proposta após a campanha de mercado do início de temporada; um time limitado em que Eusebio Di Francesco precisa operar verdadeiros milagres para obter resultados óbvios, onde essa objetividade da composição, só existe de fato, no sentido espirituoso da frase. Esse sentimento de província é a resposta de tudo. Se verificarmos lá atrás, enquanto a Lazio estava na frente a equipe era outra, tinha um comportamento totalmente diferente. Bastou passar para voltar ao “normal” e a velha conhecida Roma de todos. E isso, obviamente dilacera qualquer possibilidade de trabalho mais aprimorado. Esta chavão é tão verdadeiro que se voltarmos lá em 2001, verificaremos que a Roma só se sagrou campeã em virtude do feito dos celestes na anterior. Seria interessante, a título de conquistas então, se a Lazio fosse a Juventus. O fato é que senti um Di Francesco já visivelmente desgastado hoje após a sua coletiva. Não tem mais o que fazer e não existe outras possibilidades de continuar dando murro em ponta de faca: esse time tem apenas 3 ou 4 elementos acima da média e quando um deles falha é o suficiente para todo o resto cair junto. Resta saber se essa curva de rendimento irá continuar fazendo uma séria parabola, colocando em risco inclusive a esperança de uma classificação para a UCL, apenas a título de dinheiro importante no futuro reparador desse elenco, ou se de fato irá completar a sina de episódios crônicos e repetitivos na história da Roma.

Síntese: Corriere dello Sport

Serie A, Roma-Sassuolo 1-1: Missiroli e o Var param Di Francesco. Pellegrini abre o placar, depois no segundo tempo Orsato e o assistente não validam diante do monitor dois gols de Dzeko e Florenzi. Agora distante do Napoli nove pontos

Por: Valerio Minutiello

ROMA - Não existe reação para a Roma depois da derrota contra a Juventus. No Olímpico  1 a 1 com o Sassuolo na última rodada do campeonato: Pellegrini  coloca o time de Di Francesco na frente, depois Missirolli no segundo tempo gela a torcida romanista. A decepção de De Rossi e companheiros aumenta pelos dois gols anulados pela intervenção do Var, um de Dzeko e outro de Florenzi, gols que entretanto foram invalidados corretamente. Episódios a parte, a equipe confirma o seu grande limite, a dificuldade no setor de ataque. Para Schick, que começou como titular, apenas cinquenta minutos e algumas idéias. Agora a distancia da liderança é de nove pontos.

SCHICK DENTRO - Di Francesco confirma as intenções da véspera e escala a Roma com o tridente ultra ofensivo: Perotti na esquerda, Schick a direita, Dzeko como central. No meio campo descansa Strootman, titular Lorenzo Pellegrini. No Sassuolo não consegue Berardi substituído por Ragusa. As três vitórias consecutivas deram animo a equipe treinada por Iachini e é visível. Nos primeiros dez minutos Politano chega em duas ocasiões a arrematar para o gol: Alisson defende a primeira tentativa, central, e rebate em mergulho a segunda.

A LEI DO EX - Muito pouco para se dizer da primeira meia hora da Roma. Quando ataca, a equipe de Di Francesco não consegue mudar o passo e também sobre as bolas paradas não é eficaz: cobra cinco escanteios sem concluir nenhum no gol. Justo na porção de campo mais próxima na tribuna Monte Mario nasce a ação de vantagem que vem depois de 31 minutos. Bola de Perotti na área, Schick não controla e favorece Dzeko que alarga para Pellegrini completamente livre: na conclusão de esquerda do meio campista Consigli não pode fazer nada. Na primeira desatenção do Sassuolo, a Roma marca. Di Francesco não pode comemorar muito porque no final do primeiro tempo é obrigado a substituir Manolas, lesionado, por Juan Jesus.

FORA SCHICK - Na abertura do segundo tempo, o treinador da Roma gasta sua segunda mudança: sai Schick, apagado, entretanto aplaudido no Olímpico, e entra El Shaarawy. Justo o faraó tem uma grande chance de ampliar aos 65’: Kolarov escapa na esquerda, entra dentro da área e serve o atacante recém entrado que chuta de esquerda; Consigli salva com os pés. Outra vez Roma sete minutos depois: Dzeko acha o gol com um arremate de esquerda potente, mas Orsato anula devido impedimento confirmado pelo Var a cargo de Fabbri.

MISSIROLI E O VAR GELAM O OLÍMPICO - A Roma não liquida e o Sassuolo encontra o empate a doze minutos do final da partida. Pelos cobra escanteio da esquerda, Missiroli vem de trás e salta mais alto que Juan Jesus atrasado na jogada: sua cabeçada para esquerda do gol  é indefensável para Alisson. A equipe de Di Francesco reage, corre atrás dos três pontos e marca com Florenzi, mas outra vez o Var decide anular: a posição o meia é regular, mas Cengiz Ünder que participa da jogada obstruindo Missiroli comete a infração. Não existe mais tempo para a Roma, e o jogo termina 1 a 1: o final de 2017 é de se esquecer, Di Francesco espera que 2018 traga novas energias para a sua equipe.

@valeminutiello

ROMA (433):Alisson, Florenzi, Manolas(Juan Jesus 46'), Fazio, Kolarov, Pellegrini(Under 81'), De Rossi, Nainggolan, Schick(El Shaarawy 49'), Dzeko, Perotti

SASSUOLO (4-3-3): Consigli; Lirola, Cannavaro, Acerbi, Peluso; Missiroli, Magnanelli, Duncan (27'st Mazzitelli); Ragusa (14'st Matri), Falcinelli, Politano (43'st Cassata). No banco: Pegolo, Marson, Rogerio, Gazzola, Dell'Orco, Frattesi, Pierini. Treinador: Iachini.

Cartões: Dzeko, Magnanelli, Falcinelli. Expulso aos 42'st Iachini por reclamação

F I C H A
  • ROMA 1-1 SASSUOLO


    Árbitro: Daniele Orsato (Montecchio Maggiore - Vicenza)
    Acréscimos: 0’pt e 5’st
    Escanteios: 7 a 4 para a Roma
    Público: 16.052


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