No último suspiro

Em uma noite fria e chuvosa em Roma tivemos uma partida pífia, muitos jogadores com uma má atuação e um jogo feio, a esperança antes da partida era ver uma Roma com fome de fazer gols estando com um forte ataque, mas infelizmente foi criado pouco. Um começo de jogo com forte pressão romana procurando o gol mas que aos poucos foi diminuindo e cedendo posse de bola ao Cagliari. Na volta do segundo tempo decepção com Perotti, Damato recorre ao Var e marca pênalti, o argentino infantilmente bate mal e Cragno defende, batida horrorosa! Todos nós sofremos muito, levamos vários sustos e no final tivemos uma grata alegria de comemorar um gol aos 94 de Federico Fazio! Santo Kolarov que tem nos ajudado tanto é nossa válvula de escape em alguns momentos, chegou e está honrando a maglia giallorossa. Comemoramos por duas vezes o gol de Fazio, Damato paralisa por 2 minutos e faz consulta ao Var para ver se foi válido o gol de Fazio. Ufa, o perigo escapou e tivemos uma alegria incontável, jogadores comemoraram como título a vitória e ao Cagliari restou raiva no término da partida. Agora vamos com tudo pra cima da velha, sem dó e nem piedade, na torcida por uma bela partida diferente da que foi está contra o Cagliari. Esqueçamos este horror e seguimos adiante, recuperando a lucidez e o brilho de nosso futebol, afinal, acho que eles perceberam isso no fim da partida!

Síntese: Gazzetta dello Sport

Roma-Cagliari 1-0. Fazio-gol aos 94’ com Var, encosta na Juve. Partida decidida no final. Cragno defende um pênalti de Perotti. Poucas ocasiões para os giallorossi contra o bunker sardo. Encosta nos bianconeri esperados amanhã em Bologna

Por: Andrea Pugliese

No último respiro e talvez além dele. Porque o gol que permite a Roma de afastar o pesadelo do terceiro empate nas ultimas 4 partidas (e de recuperar três pontos sobre a Inter e um do topo da tabela) chega aos 49 minutos em pleno acréscimo. Mas precisa esperar pelo menos outros dois minutos para comemorar de verdade, porque Damato verifica a validade do gol. Para a Roma o afastamento do perigo presenteia uma joia irreprimível, para o Cagliari furia no final da partida.

NADA DE FATO - Di Francesco manda em campo pela primeira vez juntos desde o início do jogo Dzeko e Schick, enquanto no meio campo joga na mesa a carta Nainggolan, não obstante esteja pendurado e em risco o belga para o jogo contra a Juventus em caso de um eventual cartão. Lopez, ao contrário, deixa fora Ceppitelli, mas de resto confirma a equipe no qual confiou desde quando tomou as rédeas do Cagliari, repropondo desde o começo do jogo Van der Wiel. Os primeiros vinte minutos são opiáceos, com um predomínio territorial da Roma que porém produz apenas uma série de circunstâncias perigosas por parte de Kolarov e um chute rebatido por parte de Florenzi. Da outra parte, ao contrário, os sardos a partida querem jogar Lopez ordena pressing alto desde o início, para colocar dificuldade no toque de bola giallorosso já no nascimento. Assim a Roma não consegue encontrar o ponto justo. Tenta Schick de cabeça, depois Dzeko também, mas ambos as tentativas são frágeis. Então a melhor ocasião vem de Nainggolan aos 34 minutos, mas a sua direita do limite acaba por um sopro fora. O belga tenta novamente um minuto depois, mas Cragno é bravo a negar (com Schick entretanto em posição de impedimento, seria tudo inútil). Depois nada mais, com a Roma a buscar chave do problema e o Cagliari a gerir bem espaços e coberturas defensivas.

AO FOTOFINISH - Aos 4’ do segundo tempo a partida vive um momento de suspiro. Cragno aterra Dzeko na área em uma saída atrapalhada, Damato amarela o bósnio por simulação enquanto depois volta atrás depois de uma chamada do Var. Cartão cancelado (evidente o labial do arbitro com De Rossi) e pênalti que porém é neutralizado por Cragno após a cobrança de Perotti. Muito bravo o goleiro sardo em permanecer parado até o último momento para não dar vantagem ao argentino. Afastado o perigo Lopez prova dar maior profundidade ao seu ataque colocando Farias (para atacar os espaços) no lugar de um apagado João Pedro.  A Roma ao contrário, levanta ainda mais Kolarov e Florenzi, que se posicionam de fato como atacantes adjuntos sob todos os efeitos. Aos 27’ Lopez perde Barella por lesão na mão direita, contemporaneamente Di Francesco joga a carta El Shaarawy, passando a um 4-2-3-1 que se torna um 4-2-4 na fase ofensiva, com Schick que se coloca ao lado de Dzeko. Aos 33’ porém a ocasião para passar fica a cargo de Farias, que faz tudo certo na área até a conclusão (para as estrelas). Não acontece mais nada até o minuto 49 do segundo tempo, quando Kolarov cobra uma falta lateral, Cragno rebate de punho sobre o peito de Fazio que depois acompanha a bola até o gol. A Roma comemora porém duas vezes. Primeiro pelo gol, depois pela validação depois que Damato confirmou atrevás da VAR verificando o toque de peito ( e não de mão) de Fazio. Para os giallorossi é um gol pesadíssimo para a corrida ao vértice, para o Cagliari a maldição final.

@Puglio11

ROMA (433):Alisson, Florenzi, Manolas, Fazio, Kolarov, Nainggolan(Strootman 80'), De Rossi, Pellegrini(El Shaarawy 72'), Schick(Under 87'), Dzeko, Perotti

CAGLIARI (3-5-1-1): Cragno; Romagna, Pisacane, Andreolli; Van der Wiel, Ionita, Cigarini, Barella (27′ st Deiola), Padoin (47′ st Ceppitelli); Joao Pedro (14′ st Farias); Pavoletti. A disp.: Rafael, Daga, Capuano, Miangue, Cossu, Giannetti, Sau, Melchiorri. Téc: Lopez

Cartões: Joao Pedro, Pellegrini, Cigarini, Deiola

F I C H A
  • ROMA 1-0 CAGLIARI


    Árbitro: Antonio Damato (Barletta)
    Acréscimos: 0’ pt e 7’ st
    Escanteios: 4 a 1 para a Roma
    Público: 33.133


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