Trabalho duro, sucesso a longo prazo

O início de temporada nos deixou um vazio sem a presença de Totti em campo, uma dura realidade que so piores dias de um romanista estavam por vir. E como o time reagiria? Como seria o Olímpico sem aquela mágica narração do speaker entoando a gritar forte o nome do Bimbo D’oro? Nessa linha os romanistas foram meio que fazendo um preconceito do que o novo técnico, Eusébio Di Fracensco poderia fazer por esse time. Mas ele foi além, montou um belo trabalho dentro e fora de campo, já que com Luciano Spalletti tudo parecia tenso, monótono e pesado fazendo com que ele perdesse as rédeas do time. O episódio Francesco Totti ajudou bastante também para caracterizar uma antipatia definitiva pelo técnico de Certaldo. A estréia da Roma, sempre com aquele pé atrás de tudo o que se respirava em torno do time era imprevisível, um campo difícil como Bergamo com um time remanejado por alguém que desde já, não tinha a total confiança de quem o observava, sobretudo a mídia. Mas ele estreou com vitória e muitos diriam sorte de principiante. Continuou vencendo e essa sorte se transformou no excelente trabalho que vem conduzindo até aqui. Nem o giallorosso mais apaixonado acreditaria no que esse time produziu até agora: classificação em primeiro lugar no grupo da morte da Champions League e o time entre as 4 melhores de um campeonato italiano muito equilibrado e disputado. Óbvio que sempre queremos mais, e o nosso desespero por um título tão esperado não é capaz de ser paciente, mas eu continuo torcendo por Di Francesco e confiando no seu trabalho. Não será a primeira nem a última pedras no sapato como as de Verona hoje, mas antes de apontarmos apenas pelo lado negativo da situação vamos começar a optar em se aproveitar o que de melhor esse time pode produzir para daí virem os acertos e consagração.

Síntese: Corriere dello Sport

Chievo-Roma 0-0: Sorrentino defende tudo. No Betegodi os giallorossi não conseguem desengripar a defesa gialloblu, cúmplice de uma apresentação inacreditável do goleiro classe 79: Inter, Juventus e Napoli agradecem.

Por: Massimo Cecchini

O diretor esportivo havia pedido “a prova dos nove” para a Roma depois da conquista da Champions, mas desta vez as contas não batem. O Chievo não faz descontos e assim, depois de ter parado o Napoli sob o 0 a 0, impõe o mesmo resultado também para os giallorossi, que pela quarta vez nesta temporada concluem sem marcar. Os romanistas, porém, podem ressentir as ocasiões desperdiçadas e o fato de ter encontrado um Sorrentino em condições super que realizou pelo menos quatro defesas extraordinárias. Se a isso unimos que a Roma cobrou 13 escanteios contra um, mandou bem 12 vezes em impedimento os rivais e teve uma posse de bola de quase 67% é compreensível que a doença no momento pareça ser apenas uma: o gol. Não por acaso, com 27 gols, é o time do vértice que mais tem dificuldade em realizar o tento.

TURN-OVER - Na férrea lógica do turn-over, em relação ao ultimo jogo pela Champions Di Francesco começa deixando de fora Florenzi e Perotti (lesionados), De Rossi suspenso, Manolas e Dzeko para dar espaço a Bruno Peres, Gerson, Gonalons, Juan Jesus e o muito esperado Schick, na sua estréia como titular. De costume, a manobra giallorossa se desenvolve pelo lado esquerdo, com Kolarov e El Shaarawy prontos a acionar o turbo toda vez que possível. No Primeiro tempo, porém, os mecanismos não parecem perfeitamente lubrificados, porque Schick não participa da manobra como Dzeko e na faixa direita Gerson acelera assim digamos um pouco menos do quanto deveria, desta forma o girar da bola proposto por Gonalons não resulta sempre eficaz mesmo porque na mediana Bastien e Depaoli, ajudados sempre na segunda mão pelo central Radovanovic, moldam bem Nainggolan e Strootman, provando depois lançar Inglese, Meggiorini e Birsa atrás da linha defensiva giallorossa composta por Fazio e Juan Jesus, não sempre com êxitos banais. Como sempre, onde a defesa não chega, fica a cargo de Sorrentino vedante. O início, entretanto, é de marca romanista, com Nainggolan que aos três minutos arremata do limite da área. Sempre o belga, aos 10’, intercepta um cruzamento com o qual Gonalons de cabeça empenha o goleiro elástico. Olhos porém que os gialloblù não dormem, e assim aos 12’ uma cobrança de falta de Birsa é desviada por Bruno Peres, e sobre a bola intervém Inglese que raspa a parte superior do travessão, enquanto o próprio Birsa dois minutos depois conclui com perigo de fora da área de uma boa posição. A Roma acorda. Aos 22’ Fazio desvia de cabeça uma cobrança de falta de Kolarov, mas a ocasião real chega logo depois. Em rebates da defesa gialloblù fora da área intervém Kolarov que chuta de primeira, e na jogada participa Schick que obriga Sorrentino ao desvio, mas não terminaria: sobre a bola chega Gerson que parece concluir de maneira segura, mas o goleiro se supera e mais uma vez desvia do gol. O Chievo se desperta e Meggiorini, em um contra-ataque, aos vinte e cinco minutos arremata ao lado da trave, quase como Kolarov aos 28’. A última ocasião do primeiro tempo porém é sempre giallorossa, mas aos 38’ Schick desenrola um cruzamento a meia altura de Kolarov.

SORRENTINO SUPER - No segundo tempo a Roma parte forte, mas não enquadra jamais o gol com El Shaarawy, Kolarov, Gonalons e Nainggolan. Tudo isto em oito minutos. O Chievo cansa para reagir e apenas com Radovanovic consegue chegar a conclusão. Mas até a metade do segundo tempo é quase um monólogo giallorosso, que aos 15’ chegam próximo da vantagem com Gonalons que, servido por Schick, obriga Sorrentino a desviar. Aos 20' a ação se repete desta vez com Kolarov. O sérvio irreprimível, aos 22 minutos coloca na área um chute-cruzamento sobre o qual o recém entrado Dzeko chega com um ritmo de atrazo. Di Francesco tenta tudo, tanto é que colocará também Under para desenhar um 4-2-4 de pura potencia. A tração anterior giallorossa, porém, deixa espaço para o Chievo, que começa a contra-atacar com perigo. Aos 23’ de fato, Inglese encontra Cacciatore que ao vôo conclui muito perto da meta de Alisson e o próprio atacante, aos 28' libera Birsa em boa posição, mas o esloveno chuta alto. Assinalado um controle VAR também aos 28 depois de um toque de mão de Tomovic dentro da área depois de um cruzamento de Dzeko (a bola já havia saído). E aos 30 é Meggiorni a empenhar Alisson. A Roma entretanto, faz um último esforço, mas aos 34’ Dzeko desperdiça a dois passos do gol um cruzamento de Nainggolan, enquanto aos trinta e sete minutos toca a Sorrentino fazer o ultimo milagre com os pés em uma conclusão de Schick desviado de modo eloqüente por Tomovic. O último real suspiro porém fica por parte de Alisson, porque aos 38’ Cacciatore pesca Birsa na marca do pênalti, porém mais uma vez o esloveno conclui pra fora. As últimas faíscas romanistas - com Dzeko e Perotti - terminam inócuas sobre os braços de Sorrentino. Conclusão: a Roma é vencedora moral do match, mas no futebol isso não significa nada. Se o Chievo é de aplaudir por ordem e convicção, os giallorossi devem repensar o ataque se querem assaltar o céu.

@maxcek

Chievo (4-3-1-2): Sorrentino; Cacciatore, Tomovic, Gamberini, Jaroszynski; Bastien, Radovanovic, Depaoli (28' st Dainelli); Birsa; Meggiorini (32' st Stepinski), Inglese. A disp.: Seculin, Confente, Garritano, Gaudino, Leris, Cesar, Gobbi, Pucciarelli, Pellissier, Vignato. Téc.: Maran.

ROMA (433):Alisson, Bruno Peres, Juan Jesus, Fazio, Kolarov, Nainggolan, Gonalons, Strootman(Under 80'), Gerson(Dzeko 64'), Schick, El Shaarawy(Perotti 71')

Cartões: Strootman, Depaoli, Nainggolan

F I C H A
  • CHIEVO 0-0 ROMA


    Árbitro: Fabio Maresca (Nápoles)
    Acréscimos: 1’pt e 4’ st
    Escanteios: 13 a 1 para a Roma


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