Em pé (da esquerda): Krieziu, Matteini, Dagianti, Amadei, Schiavetti, Urilli, Salar; depois Jacobini, Brunella, Risorti e Andreoli.

Com o fim da Guerra, o início da reconstrução. Os problemas financeiros ainda persistem e assim será por algum tempo, mas o fim dos inescapáveis bombardeios e a queda do nazifascismos representavam um momento em que parecia possível sonhar novamente. Em termos futebolísticos, o retorno do campeonato nacional era o primeiro passo, mas os obstáculos não eram pequenos. A Coppa Italia, por exemplo, ainda não poderia ser retomada. E a condição crítica da alça viária italiana, além da persistente crise econômica que afetava o país inteiro (e, é claro, os clubes), significaram novidades no formato. Eram 25 equipes divididas por grupos regionais, com as quatro melhores de cada se encontrando em um octogonal decisivo. Os grandes do norte ficaram no grupo da Alta Italia, enquanto Roma, Napoli, Fiorentina e Lazio eram os times de destaque do grupo Centro-Sud.

Uma das consequências da paralisação do campeonato durante o período mais sangrento da Guerra é que a Roma, agora, é um time muito mais romano. E naquele momento de escassez, praticamente nenhuma contratação poderia ser feita. A única realmente importante foi Salar, meio-campista ex-Triestina. Alguns jogadores que haviam deixado a capital, entretanto, puderam retornar, como Brunella. E o técnico era o velho conhecido Giovanni Degni. Mesmo com as dificuldades – e sem saber qual seria seu verdadeiro nível contra adversários de maior tradição e qualidade –, a Roma tinha uma equipe de respeito.

E era exatamente isso que a campanha na primeira fase sugeria. A Roma mandava no grupo Centro-Sud, chegando à 18ª rodada com apenas uma derrota em 14 jogos (a tabela possuía cinco rodadas de repouso para cada time, por conta da quantidade ímpar de equipes). Urilli, Krieziu e Amadei eram os destaques da equipe, que já havia batido Lazio (2 a 1) e Fiorentina (1 a 0). Entretanto, nas últimas seis partidas, a Roma perdeu duas, exatamente para os biancocelesti e para os viola, terminando a primeira fase na terceira posição. As outras vagas para o octonogal decisivo ficaram com Napoli, Bari e Pro Livorno. Os adversários: Milan, Inter, Juventus e o gigantesco Torino. Não seria fácil.

E se ainda havia dúvidas, elas foram sanadas logo na primeira rodada, quando a Roma recebeu os granata em casa. Com oito minutos de jogo, já estava 4 a 0, e a partida se arrastou por mais 82 minutos até se confirmar um dos maiores vexames da história giallorossa, com o Torino vencendo por 7 a 0. Nada mais foi tão traumático quanto isso, mas a diferença entre as equipes do norte e do sul claramente havia aumentado durante o período de campeonatos regionais. Inter, Milan, Juventus e o campeão Torino, somados, fizeram 73 pontos no octogonal. Napoli, Roma, Pro Livorno e o lanterna Bari somaram 39. Krieziu e Amadei seguiam marcando gols, mas a campanha romanista teve apenas quatro vitórias, contra Bari, Pro Livorno, Napoli e Inter. No fim, a Roma ficou na sexta posição geral, com 11 pontos, metade dos conquistados pelo campeão Torino.

@gioguerreiro

1944/45 1946/47


F I C H A
  • 1945/46


    Divisão Centro Sul: 3ª Posição

    Vitórias: 10
    Empates: 7
    Derrotas: 3

    Amadei: 8 gols
    Urilli: 7 gols
    Krieziu: 6 gols
    Cozzolini: 2 gols
    Andreoli, Borin, Dagianti,
    Jacobini e Schiavetti: 1 gol

    Playoffs finais: 6ª Posição

    Vitórias: 4
    Empates: 3
    Derrotas: 7

    Amadei: 7 gols
    Krieziu: 5 gols
    Dagianti, Di Pasquale, Jacobini: 1 gol

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