A infância

De Tuscolano a família Di Bartolomei se muda para a zona sul da capital, Tormarancia, uma vila que começa a se tornar um grande bairro e onde nove edifícios de porte crescem como fungos, fazendo a fortuna dos construtores romanos. As ruas levam nomes de pintores famosos e outros não tanto, e no número doze da via Francesco Gian Giacomo desembarca o senhor Franco com a mulher Maria Luisa e os filhos Daniela e Agostino.

Franco conseguiu adquirir um apartamento mais adequado as novas exigências graças a algumas economias, dinheiro com a venda da Lambretta e um financiamento. Nos domingos de primavera e todo verão a familia se transfere para Lavinio, no litoral da província, entre Anzio e Nettuno, onde sobre um pedaço de terreno comprado em 1949 com dinheiro de herança, em alguns anos edificaram uma casinha de frente para o mar.

Agostino cresce entre aqueles muros, na cidade e no mar. Na escola está entre o mais bem preparados, o professor não economiza elogios aos pais e também acrescenta: “Pode ir além”. E depois das provas da quinta elementar anota sobre o livro escolar: “Inteligência, muito vivaz. Interesse vasto e profundo. Muito sensível. Constante, minucioso e orgulhoso. O desejo de se distinguir, unido a um autentico espirito de busca e de observação, portam o menino a absorver uma grande capacidade férrea de aprendizagem. Rendimento descontinuo, as vezes excelente, sempre notavelmente superior a média. Revela uma certa propensão as matérias cientificas. Preparação global muito boa”.

Talvez o rendimento é um pouco descontínuo porque assim que Agostino escapa se concentra nos chutes na bola. Em Roma no local que se encontra está justamente diante de um campo de futebol, o complexo esportivo Omi, e em Lavinio na praia, seu pai ensina os primeiros rudimentos com a esfera de couro mais pesada que aquelas dente de leite com os quais geralmente jogam as crianças.

Na cidade, terminado as tarefas da escola, corre rapidamente para o campo de terra que a mãe controla da janela, em companhia de outras crianças que gritam cheios de euforia atrás da bola imaginando ser os craques e ídolos da época. Para o pequeno Di Bartolomei, que aos seis anos não tem medo de se misturar com meninos de nove, dez anos, são aqueles com a camisa auri-vermelha que o papai Franco segue de domingo a domingo com a sua Roma, de Losi a Manfredini, de Lojacono a Schiaffino.

Depois tem o oratório, escola de futebol para várias gerações, ponto de encontro para quem quer aprender a jogar bola, para se divertir ou ainda para sonhar em se tornar um campeão, do qual são passados impreterivelmente quase todos os jogadores profissionais. Quando chega, pouco antes de completar dez anos, Agostino Di Bartolomei, já entende que aquele jogo sabe desempenhar, e compreendem também as outras crianças que correm com e contra ele.

O campo, desta vez, fica um pouco longe de casa, do outro lado da via Cristoforo Colombo, a estrada que leva ao litoral, ao lado da paróquia de são Filippo Neri. O ingresso é uma portinha e depois um hall com uma placa de mármore lembrando uma das “sentenças” do santo padroeiro: “Serás… serás… e depois? E depois tudo passa. Paraíso! Paraíso!”. Se transcorre um outro acesso e finalmente o campo.

A esquerda tem o pórtico com uma mesa de pebolim, no muro uma imagem de Nossa Senhora com a inscrição “Virgem Maria, mãe de Deus, rogai para Jesus por mim”. Na frente, um pouco de terra que de tanto ser pisada quase virou areia, um pouco de inclinação, mais uma porta, redes de proteção e dois sistemas de iluminação para jogos noturnos.

No interior um padre que entende pouco ou quase nada de futebol, mas sabe bem que para aproximar as crianças como mel as abelhas, padre Guido (Já falecido), organiza torneios para todas as idades, onde se enfrentam dezenas de equipes aglomeradas dos áticos, ruas e praças do bairro. Ainda até bem pouco tempo atras, o mesmo padre continuava sua missão no campo conhecido como “della Chiesoletta” (da igrejinha), e quando era vivo se lembrou do tempo em que conheceu Di Bartolomei.

“Nos anos sessenta”, relembra padre Guido, “o grande interesse dos meninos era o futebol e naquele período aqui no oratório jogavam cerca de seiscentas crianças de todas as idades. Toda tarde eram disputadas pelo menos umas cinco partidas, e no verão também, com calor, sol das duas da tarde já estavam em campo. Eu o futebol não vejo nem mesmo na frente da televisão, mas era um instrumento para agrupar as crianças e provocar sua união. As convidava para virem até aqui, oferecendo o espaço e tempo. Se organizavam em pequenos times do bairro entre eles, no máximo alguns pais de familia que os presenteavam com camisas. Era um grupo de crianças profundamente vivazes, porque exprimiam uma luta pelo local que representavam, e construíam um elemento forte de unidade. Como reitor do oratório impunha algumas regras. Por exemplo, em geral jogavam em sete, no máximo oito por equipe visto que o campo era pequeno, mas uma vez inscritos no campeonato, todos tinham direito de jogar, mesmo aqueles em numero maior; isto fazia com que eles se revezassem para estimular o camaradismo e ajuda reciproca da parte dos melhores para aqueles não tão bons. Eram torneios realmente belos, e quando o campeonato se aproximava da final os últimos encontros eram muito esperados. Os acompanhantes vinham para torcer por suas equipes com bandeiras feitas por eles mesmos, costuradas em casa com ajuda das mães ou das irmãs maiores. Hoje, infelizmente, tudo isto acabou. As partidas não tinham favoritos, quase intermináveis, os meninos transpunham a alma, e depois a noite tinha o momento de rezar sob a coluna diante de Nossa Senhora; todo mundo via aquilo com naturalidade, até mesmo os mais cansados, porque não durava mais que três ou quatro minutos, e diante de três ou quatro horas de jogo ninguém fazia historia”.

Entre crianças que correm com mais convicção sobre aquele campo de terra, e que a noite não ia embora por nenhum motivo, estava também Agostino Di Bartolomei, pequeno “regista” (meia armador) da Lante junior, a equipe que reune os meninos das ruas próximas a praça Lante, como o próprio o nome já diz, o qual chuta tão forte que muitas vezes os adversários vão reclamar para o padre Guido. Quando necessário, o sacerdote se aproxima e recomenda chutar com menos força.

“Agostino”, acrescenta o padre Guido, “começou a jogar aqui com nove anos , e dele tenho boa lembrança de duas coisas: quando existia um pênalti os meninos das outras equipes discutiam entre si e decidiam depois quem iria cobra-lo, enquanto no time de Agostino todos já estavam de acordo que quem deveria bater era ele, porque tinha o chute muito forte e preciso; e depois era um menininho muito fechado e silencioso, que não se vangloriava da sua superioridade, pelo qual os meninos o queriam bem. Na região da praça “dei Navigatori” existiam quatro ou cinco equipes, e cada uma delas, disputavam entre si para tê-lo no time”.

Os campeonatos organizados pela Chiesoletta (igrejinha) se dividiam por idades e categorias: átomos, micróbios, pulguinhas e por aí vai. Em 1966, Agostino já tinha onze anos e com a Lante junior participava do torneio dos micróbios. Os prêmios finais eram camisas de jogadores para os primeiros, os calções para os vices e meiões para quem ficasse em terceiro. “Agora”, comenta padre Guido, “cada criança que vem jogar aqui tem dez camisas e as joga fora como se fosse nada”.

As partidas oficiais são jogadas aos sábados a tarde, e no dia 5 de maço de 1966 a Lante junior goleia o Sporting por 7 a 0, com dois gols de Di Bartolomei que se posiciona na vice liderança atrás de Massimo Giacci, centro-avante da mesma equipe. No dia seguinte, em Turim, a Roma do neo presidente Franco Evangelisti e do treinador Oronzo Pugliese empata com a Juventus por 1 a 1, gol do volante giallorosso Benaglia e de Bercellino II.

Como sempre, tanto no campo como em casa, Agostino é tranquilo e retraído, mas as vezes ocorre de sair do sério e perder a paciência. E assim, no dia 3 de junho de 1966, quando a Lante empata com o Mondial por 4 a 4, lhe escapa um palavrão que o arbitro sente a necessidade de anotar na caderneta. Implacavelmente, recebe o cartão com uma multa de 30 velhas liras italianas, endereçada a agremiação do Astro, Associazione Sportiva Tra Ragazzi dell’Oratorio (Associação Esportiva dos Meninos do Oratório) , que publica as sanções dos resultados e classificação. É a primeira sanção oficial na carreira de Agostino Di Bartolomei.

Em uma sala do oratório, até bem pouco tempo atras quando padre Guido era vivo, ainda era conservada uma fotografia do jogador já famoso, com terno e gravata, sentado em um divã com uma pose de homem afirmado e uma dedicatória assinada:

“Ao padre Guido, sempre vivo e presente na minha mente e nas lembranças de criança. Com afeto, Agostino Di Bartolomei”

As jornadas daquele menininho com as sobrancelhas já compactadas de agora em diante tomaram o seu ritmo. Pela manhã estava sobre os bancos da escola média “Enrico De Nicola”, onde os professores continuavam a obter a mesma satisfação sobre ele. “É centrado e interessado, atinge bons resultados”, anotam nos exames finais, ano pós ano. “Há uma boa inclinação ao estudo, é sério e constante no método , possui dotes de reflexão… inteligente estudioso, tem facilidade em assimilar. Boa memória e maturidade no discernimento… Dotado de sensibilidade e inteligência, demonstrou nas provas finais uma tendência a letras e matérias cientificas”.

Na parte da tarde, entretanto, se divide entre os dois campos da Chiesoletta e Omi. Agostino achou seu lugar no meio de campo, joga na posição denominada “mediano di spinta” , meia que constrói a jogada para os atacantes e dita as ações do contra-ataque, distribuindo bolas ou ainda lançando os companheiros no ataque com a bola nos pés.

O seu chute continua potente e preciso, do limite ou fora da área, suas cobranças de bola parada, além dos pênaltis, se tornaram famosos entre os meninos que frequentam aqueles mini-estádios, onde não existem tribunas e o publico feito de pais, amigos e alguns talent scout (caça talentos) seguem os duelos de pé, na beira do campo ou atras das redes de proteção.

Até quando não tem jogos, Agostino está sempre ali a consumir calçados rebatendo contra o muro, habituando-se a chutar forte de direita, acertando a bola com o colo do pé, até que vem a noite quando sua custódia vai recolhe-lo antes de passar o cadeado no portão: “molecada pra dentro que devo trancar!”.

É justamente sobre aquele campo onde a mãe Maria Luisa continua a controla-lo da janela que em 1968, enquanto fora do microcosmo de Tormarancia as cidades se incendiavam de contestações juvenis, o olheiro do Milan Passalacqua assiste Agostino e lhe propõe uma transferência para Milão.

O menino responde não, e a relembrar aquela rejeição em uma carreira ainda por iniciar é o próprio Di Bartolomei, em uma entrevista no ano de 1984:

“Rejeitei porque a ideia de se tornar emigrante com treze anos me parecia insuportável. O pessoal do Omi ficou chateado queriam me ceder a todo custo. Um inferno, não tinha nem mesmo treze anos ainda e me sentia um fenômeno de circo. Quando voltei a jogar senti que estavam todos contra. Voltaram-se contra mim, mas quem pensam que são? Disse não ao Milan e encerrei com o futebol. Parecia uma loucura, mas me deixou com mal estar”

O refugio foi sob outro campo que Agostino aprendeu a jogar, aquele da Chiesoletta, que tinha inclusive os companheiros que cresceram juntos de uma época, e agora, além do futebol, se dedicavam a uma nova arte, o cinema:

“Por um tempo voltei para a brincadeira, feliz como todos os outros meninos da minha idade. A paixão pela bola estava intacta, mas não suportava aquilo que havia por trás. Fui para o campinho da paróquia, de padre Guido. Duas, três partidas ao dia, depois todos para o Cine Columbus, com 150 liras a sessão western estava garantida. Mas durou pouco…”

Dura pouco porque logo vem uma proposta, desta vez por parte de Camillo Anastasi, um caça talentos que perambula pelos campos da periferia e que um ano antes havia inscrito Agostino a uma das equipes oficiais do Omi, se tornando secretario do setor juvenil da Roma. Não é apenas por ter colocado os olhos sobre aquele menininho capaz de chutar fortíssimo, porque antes um outro personagem destes em busca de promessas já havia se aproximado do senhor Franco, propondo-lhe de levar o filho para os estreantes da Lazio. Mas Franco havia rejeitado: “Porque era a Lazio e porque era muito pequeno”.

Anastasi passa uma tarde inteira de 1969 na casa de Di Bartolomei, para convencer antes o pai e depois o menino: Já, Helenio Herrera, o “mago” vindo da Inter estelar que já havia conquistado tudo e o mundo, e que agora estava tentando trazer um pouco de glória futebolística também para a cidade eterna juntamente com a dupla Bet-Santarini, produto do viveiro nerazzurro. Ou melhor, a Roma tenta se apegar a um pouco de glória em cima de um personagem que já tinha muita experiência fora; uma política já provada e que continuaria ainda por muito tempo, com a contratação de campeões fim de carreira.

Quando Anastasi sai do apartamento de via Gian Giacomo, pai e filho ficam sozinhos para discutir o assunto. “Agostí”, disse o senhor Franco, “se quer ir vai, mas saibas que não serás obrigado a ficar. Se vês que te divertes e te agradas fiques, senão voltas pra casa”. Colocada desta forma, a idéia para Agostino não desagrada, ao contrário. Por um mês treina sozinho, o orgulho que lhe fez dizer não ao Milan, agora, dita uma nova condição: não pode falhar.

O teste junto com dezenas de outros meninos, é realizado no campo “delle Tre Fontane” (das 3 fontes) onde treina a equipe principal, sob os olhos de Herrera que depois deverá dar seu veredicto final sobre as eventuais contratações. Com resultados ótimos para o menino de Tormarancia, nas paginas do jornal Corriere dello Sport do dia 30 de julho de 1969.

Na primeira página, figuram os nomes dos campeões da época, de todas as disciplinas. Futebol jogado não tem, e o título mais importante é sobre o ciclismo, dizendo que Felice Gimondi seria expulso da convocação para o Mundial; segue o boxe, com Sandro Mazzinghi que volta a treinar para retornar aos rinques; depois um encontro entre Europa e America de atletismo, em Stuttgart, onde a Itália será representada pelo salteador Dionisi e pelo maratonista Arese.

O futebol se nutre de notícias dos retiros de verão das equipes da primeira divisão italiana. E do Abetone fica-se sabendo quem Giampiero Ghio assinou contrato com a Lazio, se fala efetivamente de uma “ameaça de greve” do jogador mais famoso da Itália, o bomber da seleção e do Cagliari Gigi Riva. Ganha muito pouco, o ala esquerda conhecido como “mister bilhão” porque parece disposto a trocar, caso não aceitem, alguns grandes clubes nos caixas da sociedade sarda. Na temporada anterior Riva havia negociado com o Cagliari por uma cifra em torno de 36 milhões de velhas liras italianas, e este ano quer mais e o jornalista que cobre a matéria lhe dá razão: “É humano que o jogador procure desfrutar da posição de privilegio conquistada graças a uma habilidade extraordinária e uma inteligência superior a média”.

E enquanto um campeão como Riva procura melhorar ainda mais sua conta bancária, dezenas de meninos romanos acariciam o sonho de seguir os traços do campeão, sobre o gramado do “delle Tre Fontane”. Se fala no mesmo Corriere, em um título abaixo: “Potencializado o viveiro gialllorosso. Entre estes nomes o futuro Landini”.

Fausto Landini para a Roma e para seus torcedores representa a esperança em carne e osso, camiseta e calção, de ter finalmente chegado um ponta em condições e níveis do pobre Giuliano Taccola, centro-avante que morreu de pneumonia dentro do vestiário depois de apresentar um quadro febril anormal horas antes da fatalidade na recuperação de um jogo cancelado quatro meses antes.

Landini é o irmão mais novo de Spartaco, zagueiro já firmado no time da Inter, enquanto ele - que por consequência do mesmo sobrenome é denominado Landini II - joga no ataque. Não tem nem dezoito anos e aterrissou na Série A diretamente da D, onde jogava com a Sangiovannese. Na temporada anterior com a Roma em vinte jogos fez quatro gols; no ano seguinte vai para a Juventus , juntamente com outras duas pratas da casa, Capello e Spinosi.

Os romanistas ficam furiosos e vão as ruas contra a decisão do presidente Merchini, enquanto isto acompanham os jornais esperando que iguais a Landini, venham outros da base que se reforça. Assim pelo menos escreve o jornal da capital “Corriere dello Sport”, que sobre aquele título publica a fotografia de um menininho vestido com uma blusa de gola rolê, cabelos bem penteados repartido para o lado e nariz pronunciado. É uma foto de carteirinha do tipo lambe lambe que se faziam antigamente nos estúdios profissionais, quando não haviam maquinas automáticas. Sob uma linha da coluna do jornal:

“Di Bartolomei, o neo-giallorosso que mais promete”

“Com a aquisição de nada menos que 42 elementos”, informa o jornalista com tons bastante entusiásticos, “o retorno de cinco jogadores emprestados a equipes menores na temporada passada e uma longa série de contratos com a sociedade da região e não, se concluiu a campanha de aquisições menores que a Roma (tramitadas pelo próprio dirigente responsável dr. Gaetano Anzalone, o qual cuidou da obra realmente profícua do secretario do setor, Anastasi além dos técnicos Masetti, Bravi e Trebiciani) havia iniciado desde o começo nos meses de abertura de mercado. Tudo o quanto era de bom estava na praça”, assegura o jornal, “fora literalmente requisitado pela sociedade giallorossa que forte pelos sucessos da temporada passada (no curso do qual foram lançados Landini, Spinosi, Giudo, Nobile, Bertini e Colafrancesco) buscou, entre reuniões, contratos, e com auxilio de válidos colaboradores externos de trazer para a Roma o melhor do futebol nacional”.

Segue um elenco de nomes, considerados mais prometedores: “Da longa fila de aquisições alguns merecem sem dúvida uma citação. Primeiro entre todos Agostino Di Bartolomei (1955) mediano proveniente do Nagc Omi. Um menino que já é mais que uma grande promessa. Mediano potente, tecnicamente perfeito, dotado de uma grande inteligência. Dele, disse Herrera, sentirão falar muito logo”.

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A U T O R
  • Giovanni Bianconi


    Jornalista do jornal "Stampa", nasceu em Roma em 1960: escreveu as obras; Baldini & Castoldi; A mano armata, vita violenta di Giusva Fioravanti;Ragazzi di malavita, fatti e misfatti della banda della Magliana; e, com Gaetano Savatteri L'attentatuni,storia di sbirri e di mafiosi.


  • Andrea Salerno


    Jornalista e diretor de tv, nascido em Roma em 1965. Chefe redator do mensal "Reset", publicou Il rapporto di Los Angeles, la violenza in tv; la biblioteca del giovane democratico (Theoria); per un pugno di libri (Nuova Eri). É autor dos programas televisivos: "per un pugno di libri", "saranno maturi" e "La Mostra della Laguna".

    @SalernoSal

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