Pier Carlo Restagno

Senador democrata cristão com quatro mandatos consecutivos na neo-nata Republica Italiana, também foi Síndico das frações de Cassino e Sora, pequenas urbes situadas ao redor de Roma, além de deputado eleito. Assumiu a presidência do clube no dia 20 de junho de 1949.

Nascido em Turim molda toda sua formação estudantil na capital do Piemonte, se tornando vice secretario da Unione del Lavoro (União do Trabalho), partido de centro esquerda e depois diretor da Azione Cattolica (Ação Católica), uma das mais antigas associações laicais da Itália, esteve entre os promotores também do Partito Popolare Italiano (Partido Popular), inspirado na doutrina da igreja católica e conselheiro comunal entre 1920 e 1923. Sucessivamente, em escala progressiva a hierarquia do Instituto San Paolo de Turim, um importante banco da cidade principalmente na época, até se tornar diretor geral quando então se transfere para Roma.

No período fascista tem sua carreira política cassada que voltaria poder exercer apenas depois de 1944, período no qual se torna membro da direção da Democrazia Cristiana (Democracia Cristã), partido democrático fundado em 1942, do qual seria eleito mais tarde secretario administrativo, cargo que ocuparia até 1953. Pela legenda foi eleito deputado tanto na Consulta Nacional como na Constituinte, e depois Senador da República.

Todos acreditavam que sua chegada iria dar um ritmo novo a sociedade, mas ao contrário levou adiante a política econômica feita com poucos recursos financeiros e o que é pior também deu continuidade as operações de mercado realizadas sem muito escrúpulos e pouco inteligentes com cunho muitas vezes apenas de aparência para fazer figura criar uma falsa expectativa, como por exemplo quando anunciou na Roma a vinda de Knut Nordhal, contratação propedêutica ao tal, jamais concretizada se não anos depois, com o mais celebre Gunnar. Nem mesmo brilhantes foram as vindas de Andersson e Sudqvist, jogadores habituados com o modulo “Sistema” e chamados para brilhar com o “Método” que nem mesmo conheciam.

E quando parecia ter acertado uma, a assunção de Fulvio Bernardini para o comando do time, logo em seguida estragou tudo, mandando embora aquele que anos depois se tornaria um dos melhores treinadores do pós guerra que a Itália já teve. E no final como se era de esperar a inevitável segunda divisão italiana para marcar definitivamente seu mandato de maneira traumática, negativa e inesquecível para toda a nação romanista.

Com toda esta falta de tato com o mundo esportivo, uma herança tragicamente ruim que a Roma viveu praticamente toda a década de quarenta, não demoraria muito para enfim pedir demissão do cargo e dar espaço mais uma vez a Renato Sacerdoti, ilustre conhecido do mundo giallorosso, que reassumiria interinamente em junho de 1952.

Pier Paolo Restagno voltou a se dedicar a vida política administrativa, função que realmente tinha mais haver com suas aptidões . Foi Síndico frente as administrações das cidades de Cassino (1949-1957) e depois por alguns meses de Sora em 1961. Foi também membro da Assembléia do Conselho da Europa, que se dedica a promoção da democracia, direitos humanos e problemas sociais no continente. Com sérios problemas de saúde teve que retornar para a capital, porém acabou falecendo aos sessenta e oito anos de idade, no dia 11 de novembro de 1966, tendo seu corpo sepultado em Roma.

@zamacwb

 

RESTAGNO

B I O S
  • Pier Carlo Restagno


    Nascimento: 29/03/1898
    Cidade : Turim

    Função: Presidente

    Mandato:20/06/49 - 25/06/52

    TEMP POS JGS VIT EMP DER
    1949/50 18ª 38 12 7 19
    1950/51 19ª 38 10 8 20
    1951/52 38 22 9 7
    TOTAL 114 44 24 46

    Conquistas:

    1951/52: Campeã da Série B

    Balanço Final do mandato:

    Vitórias: 44
    Empates: 24
    Derrotas: 46

    Total: 114 jogos

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