Rodolfo Volk

O primeiro grande bomber da história romanista. Se destaca na Fiorentina, onde joga durante o serviço militar com o nome de Bolteni. Depois confirma seu talento na Fiumana e a Roma consegue vencer o duelo com Napoli pelo seu passe juntamente com o do irmão o Mialich, com quem forma uma grande dupla.

A disputa entre os dois times cria um impasse e tem que ser intermediada e resolvida através da Federação italiana, que ala Salomão divide as contratações, cedendo Volk para Roma e Mialich para o Napoli.

Na sua estréia, chama atenção com perplexidade pelo modo estranho de jogar. O iugoslavo de fato jogava de costas para o gol adversário e muitos defendiam que isto favorecia a defesa dos adversários. Depois, entretanto, com o tempo se torna claro o motivo daquela atitude: Volk, logo que intercepta a bola, gira e com uma velocidade inesperada parte pro gol e chuta com muita potência parecendo ter um ligação sincronizada com o gol adversário. Desta forma, os gols começavam a fluir positivamente, trazendo as glórias da Roma testaccina que, graças aos tentos do seu setor ofensivo, inicia uma escalada virtuosamente aos vértices do futebol italiano.

Ele não desanima e faz uma boa temporada na série inferior com o Lecce convencendo o Napoli de dar a ele uma nova cchance. Infelizmente, o melhor de si mesmo, Benatti já havia dado.

A torcida romanista vai literalmente a loucura por ele, o "mago pe' segna" (mago para marcar) da canção de Testaccio, o homem do primeiro gol marcado em um derby entre Roma e Lazio.

Era conhecido como "Sigfrido" transformado depois em "Sigghefrido" para dar um ar mais nórdico devida sua semelhança com os loiros vikings. Outros torcedores da época preferiam apelida-lo de "Sciabolone" (já que o Rei Emanuele III era chamado vulgarmente de "Sciaboletta" (espadinha) devida sua baixa estatura) pelas suas mortíferas estocadas.

"Eu não penso, eu chuto, e até que eu chute é fácil que marque!"

Sandro Ciotti:

"Era fulmineo, ao ponto de ser considerado mais perigoso quando dava as costas para o ataque do que quando estava de frente para o gol".

Bernardini:

"Lembro daquele centroavante que tínhamos na Roma, um certo Volk de Fiume, que fazia gols de todos os lados e que conquistou a artilharia com 28 gols, então. Era um com os pés meio sujos, mas havia um físico excepcional! Depois de um derby que vencíamos na casa da Lazio por 4 a 1, recebemos um prêmio de mil liras, que eu enfiei no bolso da camisa. Aquilo era como um troféu..."

Mesmo com todo este potencial não vem a ser convocado jamais para vestir a camisa da seleção principal que possuía fenômenos como Schiavio e Meazza e na B marcou cinco gols. Infelizmente não era muito dotado do ponto de vista técnico e isto pesou muito em sua carreira.

Logo que sua potência animal, e de fato, também seus gols começaram a diminuir, uma vez chegado Guaita, a Roma decide cede-lo ao Pisa, para disputar a segunda divisão, onde começa a marcar novamente com maior regularidade. Um breve retorno a primeira divisão, com a camisa da Triestina e depois a volta as suas origens na Fiumana, onde encerra sua carreira.

Logo que pendurou as chuteiras começou a trabalhar em uma loteria em Ponte Milvio. Durante o período fascista seu sobrenome sofre uma série de modificações (uma entre todas elas: Folchi).

Faleceu em uma casa de repouso, diagnosticada com cardiopatia esclerótica compensada, em uma cadeira de rodas, na miséria em Nemi no dia 2 de outubro de 1983 meses depois da Roma conquistar seu segundo título nacional. Quatro jogos pela Copa da Europa Central e dois gols.

@zamacwb

B I O S
  • Rodolfo Volk


    Nascimento: 14/1/1906
    Cidade : Rijeka

    Função: Atacante

    Estréia : 30/9/1928
    Roma 4-1 Legnano

    Temporadas Pres Gols
    1928/29 30 24
    1929/30 31 21
    1930/31 33 29
    1931/32 33 17
    1932/33 30 12
    Total 157 103

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