Aldo Curti

Não se sabe ao certo onde Aldo iniciou sua carreira, mas presume-se como no caso do seu xará Aldo Riva, que tenha sido no mesmo time da cidade natal, a Associazione Sportiva Calcistica Dilettantistica Aquila 1902 Montevarchi, onde estreou como profissional disputando a terceira divisão italiana antes de vir em um pacote, juntamente com o companheiro de equipe citado, pois pouco se sabe quais seriam os outros motivos para a direção romanista trazer alguém tão carente de histórico como jogador. De qualquer forma no verão de 1947 é chamado para compor o time do novo técnico húngaro Imre Senkey.

Claro que a situação econômica da capital do pós guerra não era das melhores, demoraria anos para a cidade se recuperar financeiramente e consequentemente a Roma sofreria o mesmo impacto. Porém é também verdade que com um mínimo de inteligência a mais, poderia se evitar o caminho sem volta que colocaria a Roma na segunda divisão italiana anos mais tarde. Em efeito aquilo que mais pesou na Roma de 1945 a 1950 foi a total falta de sensatez em suas inconseqüentes negociações afim de achar uma solução milagrosa.

Sem falar que a Roma não era o único time a sofrer tais sequências dentro de uma Itália devastada pela guerra. Outras sociedades se encontravam nas mesmas condições de dificuldade, mas óbvio, procuravam sanar suas deficiências de maneira mais articulada, como apostar na descoberta de jovens talentos e contratações de jogadores em fim de carreira, mas que possuíssem um rendimento assegurado. Na Roma daqueles idos nada disto acontece.

De um lado cedem jogadores que poderiam ser empregados naturalmente (basta pensar em Krieziu e Pesaola, para não dizer de Coscia), do outro partem para pescar jogadores sem a mínima condição de emprego como os famosos “indianos” (presos de guerra na India que caíram de paraquedas na capital), apenas porque oficiais britânicos viram os caras jogarem no campo de concentração e recomendaram. Entre um erro e outro, o barco vai afundando a passadas largas e a culpa recai sempre a quem não as tem de fato, como ao pobre Fulvio Bernardini, que justamente na Roma sofria o momento mais difícil da sua carreira como treinador.

A contratação de Aldo Curti é um dos tanto exemplos da desatenção e desleixo de como a diretoria romanista operava neste período e gostaríamos que fosse o único, mais a história sempre nos diz que não. Ao invés de se focar nos jovens produzidos em casa, como por exemplo o Grande Toro (que naquele lapso de tempo acaba descobrindo Martelli, Bacihgalupo entre outros apenas para exemplificar), concentra-se em nomes desconhecidos, buscados em divisões inferiores e contratados como verdadeiras apostas em que nenhuma outra equipe se arriscaria a fazer.

Em consequência disto, o desembolso é o mínimo possível, mas obviamente a resposta técnica dos contratados evidencia explicitamente seu custo e não poderia ser diferente. E de Curti não se tem noticia nem antes, como antecipado, nem depois da sua aventura com a camisa giallorossa que por sua vez nomina-lo como um cometa arriscaria ofender os próprios corpos celestes que nada tem haver com o caso. Faz sua estreia na cidade de Trieste, em janeiro de 1948, sem deixar particulares impressões. Em suma sua única participação na Série A e como consolo, pelo dano não ter sido tão excessivo. Em prática naquele dia joga duas partidas: a primeira e a ultima com a Roma.

Depois daquele jogo passa a esquentar o banco as margens da equipe e o treinador pensa inúmeras vezes antes de conceder-lhe uma segunda ocasião. De fato deixa o grande futebol e nunca mais se tem notícias dele. Se na época existisse um programa do tipo Milton Neves “Que fim levou?” destinado a ex-jogadores do tipo de Aldo, alguns minutos lhe cairiam bem.

@zamacwb

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CURTI

B I O S
  • Aldo Curti



    Nascimento: 12/03/1926
    Cidade : Montevarchi
    Função: Volante

    Estréia : 18/1/48
    Triestina 2-0 Roma

    Temporadas Pres Gols
    1947/48 1 -
    Total 1 0

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