Luigi Albani

Descoberto por Don Gregorio, célebre padre presidente da Ostiense (Associazione Sportiva Ostia Mare Lido Calcio) sempre bronzeado como uma pimenta. A revelação do litoral romano já no ano seguinte a sua vitrine, mais precisamente no verão de 1948 é pescado pela diretoria romanista para fazer parte do time do técnico Luigi Brunella, também porque havia conquistado a fama de pegador de penaltis (de fato no campeonato que havia disputado com a Ostiense havia defendido sete).

E como muitos não foge da mira da imaginação da torcida giallorossa que vira e mexe rebatizada os jogadores que se apresentavam na capital com sobrenomes mais autênticos, as vezes embaraçosos, para os próprios jogadores: no seu caso, a maldade não lhe fora excessiva, ao contrário, se verificarmos que para os romanistas ele era conhecido como “er palletta”, ou simplesmente o bolinha.

E de fato parece uma bolinha quando mergulha de trave a trave como um verdadeiro acrobata para rebater os chutes adversários e levanta com grande elegância como se não tivesse tido muito esforço. Não era muito alto, porém sai do chão como uma mola e seu estilo espetacular chama atenção consideravelmente do publico que o contempla.

Luigi não decepciona e já nas suas primeiras apresentações mostra a sociedade que valeu cada centavo pago com uma série de boas exibições que confirmam seus dotes técnicos. Um dos mais modestos e preciosos personagens romanistas em um jogo contra o Verona no dia 22 de junho de 1952, no estádio Bentegodi, com as suas milagrosas defesas permite a Roma voltar a Série A, evitando um jogo extra com o Brescia. Todos se esforçaram como leões, mas Albani foi o maior de todos. Insuperável debaixo da trave e autentico dominador dentro da area.

Permanece na Roma por sete temporadas e sem jamais desfigurar suas aptidões. Depois de ter ficado na reserva de Risorti, se torna titular no ano em que a Roma a se recompor depois da terrível queda a segunda divisão e absolve brilhantemente a sua tarefa, salvando várias vezes o time. Até mesmo nos anos sucessivos, consegue tirar para si uma fatia não indiferente de rendimento, mas dai chega a capital o grande Moro e a camisa de titular não tem outro caminho senão ao goleiro da seleção italiana.

Para Luigi então não resta outra alternativa senão procurar outros horizontes ou admirar as evoluções do companheiro mais famoso, substituindo-o quando necessário. Escolhe a segunda alternativa e dentro da Roma permanece por mais duas temporadas. Quando lhe foi proposto um contrato para jogar no Palermo pela Série respondeu:

“Na Série B eu fui com a Roma e fiz minha parte para trazê-la novamente a Série A. Com outra camisa não existe conversa”

Antes de encerrar a carreira, após ter deixado Roma, vestiu apenas mais uma camisa na temporada seguinte, 1955/56, a da Associazione Sportiva Dilettantistica Città di Foligno 1928, pendurando as chuteiras depois no final daquele ano esportivo.

@zamacwb

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ALBANI

B I O S
  • Luigi Albani


    Nascimento: 25/05/1928
    Cidade : Roma

    Função: Goleiro

    Estréia : 24/10/1948
    Bari 0-1 Roma

    Temporada  Pres Gols Sofridos
    1948/49 10 8
    1949/50 5 15
    1950/51 - -
    1951/52 28 13
    1952/53 22 27
    1953/54 7 6
    1954/55 6 10
    Total 78 79


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