Gyula Abel Zsengellér

Gyula iniciou sua carreira nas divisões de base do time que leva o mesmo nome da sua cidade natal, o Ceglédi Vasutas Sportegyesület, aos quatorze anos de idade. Seu brilhantismo logo cedo lhe rendeu interesse ainda nos juvenis do Salgótarjáni Barátok Torna Club, distante cerca de uns 100 km da sua cidade natal e lá ficou até estrear profissionalmente em 1935. No único ano que disputou pelo time principal alvinegro húngaro colecionara a incrível marca de 19 gols em 24 jogos o que chamou atenção rapidamente do famoso Ujpest Football Club (na época conhecido como UTE).

Com os violas da capital Budapeste conquistou quatro campeonatos húngaros, uma Mitropa Cup além de artilheiro durante cinco temporadas no campeonato nacional e uma vez pela Copa da Europa Central de 1939. Um ano antes foi vice campeão na Copa do Mundo da França se destacando como um dos melhores jogadores daquele mundial. Foram 301 jogos e inacreditáveis 368 tentos, nas onze temporadas que lá ficou, uma verdadeira máquina mortífera de fazer gols.

Diante de toda esta performance não foi preciso muito esforço por parte do técnico húngaro recém chegado a capital, Imre Senkey, para convencer a diretoria romanista a trazer o bomber para a capital o que também foi um estímulo ao jogador para deixar Budapeste, já que lá o jogador tinha uma confortável reputação.

Gyula era um talentoso camisa dez que além de se destacar muito bem na artilharia sabia conduzir e distribuir o jogo com muita naturalidade, porém chegou na capital já na casa dos trinta anos e sua trajetória desde muito cedo chamado a responsabilidade começou a pesar, o que para aquela época também era muito natural. Confusão tática vivida na casa romanista do final dos anos quarenta também não ajudava muito aliado a pobreza técnica confiscou o jogador a passar dois discretíssimos anos com a camisa giallorossa.

Mesmo assim em alguns domingos inspirados como em seus bons tempos, iluminava e carregava a Roma sozinho, mas com a saída do técnico que o havia trazido para a capital as coisas esfriaram e a convite do ex-romanista e recentemente técnico da Roma, Giovanni Degni, acabou se transferindo para Anconatina para disputar a Série C onde se destacou até mais fazendo dezoito gols nas trinta vezes que foi a campo, mesmo porque o nível técnico da competição também ajudava neste sentido.

Abel, seu segundo nome e como também era conhecido em Roma, tinha um incrível dom de ser ao mesmo tempo jogador e técnico como o próprio Amadeo Amadei proferiu a seu respeito:

“Existia apenas o que aprender com alguém como ele…”

De fato depois de um ano com a Anconitana passou ao Deportivo Samarios da Colombia e lá ainda jogou mais 37 jogos marcados outros virtuosos 23 gols de 1951 até 1952 quando encerrou sua carreira de jogador aos trinta e sete anos de idade para então, no mesmo time iniciar a de treinador.

Como técnico de futebol dirigiu várias equipes entre elas o Cosenza, Salernitana e Ravvena, mas sua maior dedicação foi ao campeonato da ilha de Chipre onde dirigiu muitas das principais equipes do país conquistando inclusive o título da primeira divisão na temporada 1953/54 coma o Pezoporikos Larnaca e a Copa de Chipre em 1975/76 com a Apoel. Encerrou sua carreira como treinador dirigindo o APOP Paphos de 1976 a 1979.

Gyula Abel Zsengellér se dedicou tanto a vida em Chipre que acabou falecendo na capital Nicósia e lá fora enterrado no dia 29 de março de 1999, aos oitenta e três anos de idade.

@zamacwb

34   presenças
6   gols
 

ZSENGELLÉR

B I O S
  • Gyula Abel Zsengellér


    Nascimento: 27/12/1915
    Cidade : Cegled
    Altura: 165cm
    Peso: 63kg

    Função: Meia Atacante

    Estréia : 26/10/1947
    Roma 4-1 Atalanta

    Temporada  Pres Gols
    1947/48 28 5
    1948/49 6 1
    Total 34 6

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