Bruno Pesaola

Filho de emigrante marchigiano que deixou a Itália nos anos vinte para tentar a vida na Argentina, Bruno Pesaola fica órfão de pai muito cedo e aos quatorze anos, então tenta a sorte nos juvenis do River Plate de Buenos Aires, sua cidade natal. Em 1944 acerta com o Esportivo Dock Sud para disputar a segunda divisão argentina. Dois anos depois inverte o caminho percorrido pelo pai e embarca rumo a península italiana graças também a ajuda de parentes conseguindo um contrato com a Roma juntamente com outros conterrâneos.

Baixinho e reforçado logo cedo chama imediatamente o imaginário coletivo giallorosso e ganha com isto o apelido de “Pagnottella” (pão robusto e formoso do tipo ciabatta). Diferentemente de outras aquisições argentinas que nos últimos anos tinha decepcionado muito a torcida romanista, Bruno re revela uma ótima contratação.

Ala esquerda com carregados vícios sulamericanos seu jogo sempre caminhava por vias tortuosas e soluções complicadas. Tinha fintas mortíferas que desconcertavam os adversários com dribles infernais, quando estava com a bola nos pés era garantia no entanto, que algo de concreto subsequentemente iria acontecer.

Nas suas duas primeiras temporadas com a Roma tudo vai bem: jogador de grande continuidade e capaz de assegurar inclusive uma discreta contribuição em gols, se torna um ponto fixo importante no meio campo giallorosso, mas que devido a uma lesão grave sofrida em jogo contra o Palermo propositalmente procurada pelo zagueiro rosanero Gimona (que após o fato recebeu uma suspensão de 2 anos) no dia 26 de fevereiro de 1950 acabou ficando afastado por um bom tempo dos gramados.

Todos acreditavam que sua carreira havia acabado, mas no verão de 1950 acerta com Novara para disputar a Série B onde fica até 1952 colecionando 64 partidas e quinze gols. Sua melhor performance viria com o Napoli de 1952 até 1960 onde disputara 240 partidas marcando outros 27 tentos.

Devido a sua cidadania italiana vestiu a camisa da seleção italiana B em 1953 e a do time principal em 1957. Bruno ainda jogou pelo Genoa (20 jogos e 5 gols) e encerrou sua carreira no Scafatese em 1962, time que também ajudou a dar inicio na mesma época a carreira de treinador. Como técnico conquistou a Fiorentina campeã italiana de 1968/69, conquistou duas Copas Italia, a de 1961/62 comandando o Napoli e a de 1973/74 com o Bologna. Além dos citados treinou também os gregos do Panathinaikos e no final, já por divisões inferiores o time da Campania na temporada 1984/85, antes de deixar definitivamente o futebol.

Por onde passou deixou marcas incríveis para os fascículos de futebol, seja como jogador ou técnico ganhando reconhecimento e carisma muito grande por toda a Itália. Faleceu aos quase noventa anos de idade, em Nápoles no dia 29 de maio de 2015. Na rodada seguinte a sua morte, no minuto de silêncio póstumo em sua memória, a torcida do Napoli estendeu uma faixa gigante com os seguintes dizeres:

“És o futebol que me contaram, aquele do meu pai que eu escutava admirado. Falava de homens e camisas e de épicas batalhas. Lhe encontrarei toda manhã nos meus sonhos de criança”.
Adeus Petisso

@zamacwb

90   presenças
20   gols
 

PESAOLA

B I O S
  • Bruno Pesaola



    Nascimento: 28/07/1925
    Cidade : Buenos Aires
    Função: Meia esquerda

    Estréia : 14/09/1947
    Fiorentina 1-0 Roma

    Temporadas Pres Gols
    1947/48 38 11
    1948/49 35 8
    1949/50 17 1
    Total 90 20

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