Enrique Guaita

Veio juntamente com outras grandes contratações da Argentina Stagnero e Scopelli. Formou-se na divisão de bases do Estudiantes e estreiou profissionalmente pelo clube na primeira divisão argentina em 1928 com apenas 18 anos marcando 32 gols em 65 jogos.

Era sem dúvida nenhuma a maior aquisição de peso da Roma em 1933, mesmo porque ele substituira o grande Orsi na seleção argentina e juntamente com o Scopelli formavam uma grande dupla de ataque no Estudiantes.

Em Roma era conhecido como Corsário Negro (Corsaro Nero), um pouco pelos seus dotes de predador, e também porque naquela temporada a Roma jogava com uma divisa negra.

Como cidadão italiano (através da dupla cidania) conquistou a Copa do Mundo de 1934 com a seleção Azzurra.

Grande goleador, ainda é seu o recorde de torneios com 16 equipes com 28 gols em 29 partidas na temporada 1934/35.

Fora um dos maiores atacantes do campeonato italiano. Por não ter um físico avantajado, difierentemente da maioria dos dos seus compatriotas sulamericanos se diferencia pela coragem que demonstra diante dos seus advesarios não tirando o pé mesmo quando os mesmos agem de má fé.

Possui técnica acima da média, capaz de se apresentar com a mesma eficiência como ponta ou centro-avante com um chute de admirável potência, dificilmente não parava no fundo das redes dos goleiros adversários.

Jogava com muito amor à camisa romanista e naqueles anos de Testaccio isso tinha um peso mais que especial. Em 1934 a equipe parte para Milão sem ele, que foi obrigado a ficar no curso da partida de Highbury contra a Inglaterra. Não se dá por vencido, depois de ser submetido a uma série de infiltrações, toma um trem noturno rumo a metrópole Lombarda, onde, no dia seguinte, marca o gol da vitória romanista sobre a Ambrosiana (Inter).

Em 1935 estourou a guerra da Etiópia e temendo de ser alistado (devido à cidadania) retorna às escondidas para o país de origem juntamente com os patrícios Stagnaro e Scopelli e com dinheiro no bolso da renovação dos respectivos contratos.

A torcida romanista ficou acabada, a Roma com cheiro de título, a imprensa fascista os taxou como "desprezíveis desertores".

Jogou ainda mais três temporadas pelo Racing no campeonato argentino. Depois ele declarou ao próprio técnico da seleção italiana Vittorio Pozzo ter-se arrependido do ato.

Ficou no coração dos romanistas como um dos melhores atacantes a vestir a camisa giallorossa com uma média de 0,965 gol por partida o que deixava perplexo até mesmo os mais céticos.

Na Argentina era conhecido como "El Índio", mas sobretudo como "gentleman", depois de ter declarado a um árbitro durante uma partida entre Estudiantes e San Lorenzo, em 1933, de ter feito o gol com a mão.

Naquela época soou como um gesto ecoante, pela beleza esportiva e esportividade, mas tudo somado, Enrique já havia realizado uma marca e fora obrigado a confessar. História de uma outra época? Quem sabe... os argentinos tem por vicio usar a mão para fazer gols e atribuir o gesto ao pai eterno. Na época ganhava a beleza de dez mil velhas liras italianas por mês.

Protagonista do jornal esportivo Tifone daquela época, em uma destas antes da fulga, em um ônibus abarrotado, um amigo lhe pede:

"Neste ônibus se sufoca..."

E Guaita responde:

"Oh, aqui é delicioso, na grande área e muito pior!"

E depois da fulga:

"O navio mais adaptado para o Corsário Negro: a prisão"

Duas presenças na Copa da Europa Central.

Encerra sua carreira com a penas 30 anos e se torna diretor de um presidido da cidade de Bahía Blanca na Argentina. Mesmo assim morre muito novo, e em extremas dificuldades financeiras, com apenas 49 anos no dia 18 de maio de 1959, vítima de uma grave doença.

@zamacwb

61   presenças
43   gols
 

GUAITA

B I O S
  • Enrique Guaita



    Nascimento: 11/07/1910
    Cidade : Lucas Gonzalez
    Altura: 172cm
    Peso: 73kg

    Função: Zagueiro

    Estréia : 10.09.1933
    Brescia 1-0 Roma

    Temporadas Pres Gols
    1933/34 32 15
    1934/35 29 28
    Total 61 43

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