Gregorio Juan Esperón

Iniciou nas categorias de base do Esportivo Olivos onde também estreou como profissional aos dezesseis anos de idade. Dois anos mais tarde passou para o Club Atletico Tigre, também com sede na capital Buenos Aires, onde disputara mais cinco partidas com o time El Matador. Em 1934 selou acordo com o homônimo de Florida, Club Atletico Platense, onde praticamente se consagrou disputando 243 partidas e marcando 24 gol nas mais de dez temporadas que vestiu a camisa “Marrón”. Gregorio ainda teria uma veloz participação em 1945 no Instituto Atlético Central Córdoba e São Cristóvão de Futebol e Regatas no ano seguinte.

Com toda esta bagagem não seria difícil figurar como um dos melhores zagueiros do futebol argentino dos anos 30 e 40 e o fato de ser arrolado na seleção celeste também ajudava consideravelmente. Desta forma em 1947 acabou vindo para Roma juntamente com o patrício Di Paola para reforçar o time do técnico Giovanni Degni.

Apesar de uma carreira solidificada por anos a fio na Platense, considerando também a ótima base que teve frente a grande escola argentina pecava consideravelmente na mobilidade. Suas especialidades equilibravam em termos nas intervenções aéreas com bons combates nos contrastes e precisos lançamentos, porém a lentidão, como descreveu o historiador Angelo Rovelli seria um problema de difícil solução no veloz módulo “Sistema” que a Itália vivia:

“Quando desembarcou em Roma deveria ter quarenta anos”

Tudo piora tendo em conta que o momento pós guerra em que desembarcou na capital, devastada pela guerra e dificuldades financeiras, o que se traduziria em um time pobre tecnicamente e com isto evidencias gritantes e cobranças pesadas para cima de quem fatalmente era considerado como o salvador de todas estas tristes consequências"

Sua lentidão era tanta que outros especialistas do futebol italiano o enxergavam como o sósia de "Armadio" (armário) e se fosse nos tempos de hoje não ficaria tão ruim compará-lo com o célebre Andrade, jogador campeão do mundo com o Flamengo de Zico nos anos oitenta e que tinha o apelido na capital de "er moviola" (o camera lenta) tamanha lerdeza e decepção provocada na época.

Com apenas sete apresentações com a camisa giallorossa não demoraria entender que sua carreira como jogador de futebol melancolicamente terminaria ali as margens do rio Tibres e retornar para sua Argentina para se dedicar a vida de treinador.

Sua carreira como técnico de futebol iniciou frente ao seu ex-clube, o Platense em 1948 onde dirigiu o clube por mais duas temporadas . Sua única conquista como dirigente veio ao levar o Barcelona Sporting Club do Equador a conquista do Torneio Promocional Asoguayas. O grande trabalho desenvolvido foi o passaporte para o prestigioso Club Sport Emelec onde ficou de 1951 até 1953 antes de chegar ao comando da Seleção Equatoriana de Futebol.

Depois de um parêntese com a seleção do Equador, Esperón ainda dirigiria mais um clube o Unión Deportiva Valdez antes de se transferir para o Paraguai e comandar o também famoso Cerro Porteño em 1954 da capital Montevideu.

Em 1956 volta para Buenos Aires e retoma o comando técnico do seu Club Atletico Platense, antes de terminar por definitivo sua história com o futebol frente aos “verdes” do Club Atlético Excursionistas em 1964.

Gregorio Juan Esperón morreu aos oitenta e oito anos de idade, na sua cidade natal Buenos Aires no dia trinta de setembro de 2000.

@zamacwb

7   presenças
 

ESPERON

B I O S
  • Gregorio Juan Esperón



    Nascimento: 15/08/1917
    Cidade : Buenos Aires
    Função: Zagueiro Central/Direita

    Estréia : 08/12/1946
    Roma 0-0 Modena

    Temporadas Pres Gols
    1946/47 7 -
    Total 7 0

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